Jair Bolsonaro deixa a prisão da PF e é internado para realizar cirurgia
Gabriel Anjos | Redação RedeTV!O ex-presidente vai passar por um procedimento para tratar uma hérnia inguinal bilateral
(Foto: Agência Brasil)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou, pela primeira vez, a prisão da Polícia Federal, em Brasília, e foi levado na manhã desta quarta-feira (24) a um hospital particular da capital para internação. Ele passará por uma cirurgia nesta quinta-feira (25) para tratar uma hérnia inguinal bilateral.
Bolsonaro foi transferido em um comboio da PF até o Hospital DF Star, onde permanece internado. Segundo o laudo da perícia médica da Polícia Federal, o procedimento cirúrgico é necessário, já que o problema afeta os dois lados da região da virilha.
A realização da cirurgia foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após solicitação da defesa do ex-presidente. A decisão permitiu apenas a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante o procedimento.
Sem autorização para acompanhar o pai, o vereador Carlos Bolsonaro esteve na entrada do hospital e afirmou à imprensa que o local é de acesso público. A defesa havia pedido que o político e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fossem autorizados como acompanhantes secundários, mas Moraes determinou que qualquer visita ao ex-presidente deve ter autorização prévia do STF.
Nas redes sociais, Michelle Bolsonaro pediu orações pela cirurgia e pela equipe médica. "Peço intercessão e orações por ele e por toda a equipe médica. Confiamos plenamente naquele que vive e reina: o nosso Redentor vive. Estarei sem o aparelho celular enquanto estiver em seu leito", disse.
Por determinação do ministro, o uso de aparelhos eletrônicos no quarto hospitalar foi proibido. "Está vedado o ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia Federal assegurar o cumprimento da restrição", determinou.
Alexandre de Moraes também determinou que o deslocamento do ex-presidente fosse feito de forma discreta, com desembarque pela garagem do hospital, procedimento que foi seguido pela Polícia Federal.
Diferentemente de outras ocasiões, a chegada de Bolsonaro ao hospital não mobilizou apoiadores. Apenas uma simpatizante, enrolada em uma bandeira de Israel, foi vista no local. Não houve presença significativa de militantes ou influenciadores ligados ao ex-presidente.
O esquema de segurança foi reforçado, com viaturas da Polícia Militar posicionadas em frente e nas redondezas do hospital.
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