24/12/2025 10:03:00 - Atualizado em 24/12/2025 10:04:00

Hacker e mais três presos escapam da cadeia após usar alvarás de soltura falsos em Belo Horizonte

Gabriel Anjos | Redação RedeTV!

Apenas um deles foi recapturado até o momento  

(Foto: Divulgação/Sejusp-MG)

Um hacker e outros três detentos presos em Belo Horizonte, em Minas Gerais, conseguiram deixar a prisão pela porta da frente no último sábado (20) após invadirem os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e utilizarem alvarás de soltura falsificados. Entre eles está Ricardo Lopes de Araújo, conhecido como Dom, que estava preso desde 10 de dezembro, quando foi alvo da operação Veredicto Sombrio.

Além de Ricardo, também escaparam Wanderson Henrique Lucena Salomão, Nikolas Henrique de Paiva Silva e Júnio Cezar Souza Silva, que dividiam cela com o hacker. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os detentos foram liberados do Ceresp Gameleira, na região oeste da capital mineira, após a apresentação de supostos habeas corpus registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão.

Na noite desta segunda-feira (22), Júnio Cezar Souza Silva foi localizado e detido novamente, enquanto os outros três permanecem foragidos. A Sejusp informou que o caso está sendo apurado administrativamente, com abertura de procedimentos internos, além do encaminhamento das informações para investigação criminal.

Ricardo Lopes de Araújo integra um grupo suspeito de utilizar credenciais irregulares vinculadas a magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para acessar sistemas do CNJ. Entre as plataformas invadidas estariam o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário e o Registro Nacional de Veículos Automotores Judicial.

Conforme as investigações, a organização criminosa também atuava em outras fraudes, como o golpe do falso advogado, gerando prejuízos a empresas e instituições bancárias. O caso começou a ser apurado após o Gabinete de Segurança Institucional e a Corregedoria-Geral de Justiça identificarem acessos irregulares realizados com credenciais de magistrados.

As informações foram encaminhadas à 3ª Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, que aprofundou as apurações e identificou a atuação do grupo em cidades como Belo Horizonte, Sete Lagoas, na região central do estado, e Jacutinga, no sul de Minas Gerais.

Segundo o portal ‘CBN’, o Tribunal de Justiça informou em nota que todas as ordens fraudulentas foram detectadas em menos de 24 horas e imediatamente canceladas, com a restauração dos mandados de prisão. O TJ também afirmou que acionou os órgãos de segurança estaduais e federais e garantiu que "não serão medidos esforços para a recaptura dos foragidos, bem como para a rigorosa apuração dos fatos". Por fim, destacou que mantém confiança nos sistemas do CNJ e reforçou o compromisso com a vigilância constante para prevenir novas violações.

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