19/03/2020 12:00:00 - Atualizado em 19/03/2020 21:37:00

Laboratório da França disponibiliza milhões de doses de antimalárico que daria resultado contra coronavírus

Redação/RedeTV!

Vírus desapareceu em 75% dos pacientes após 6 dias de tratamento

O grupo francês Sanofi anunciou que pode disponibilizar milhões de doses do remédio antimalária Plaquenil, conhecido como 'Cloroquina' no Brasil nesta quarta-feira (18). De acordo com o laboratório francês, o tratamento vindo desta substância é o "mais simples e mais barato de todas as infecções virais”. O RedeTV News mostra os detalhes com entrevistas exclusivas.

Após testes indicarem que a cloroquina é eficaz e com bons resultados contra o Covid-19, o volume oferecido do remédio pode tratar até 300 mil casos de doentes. À Rádio França Internacional, um especialista em doenças infecciosas e diretor do Instituto Mediterrâneo de Infecção de Marselha, Didier Raoult, afirmou que a substância poderia ajudar no desaparecimento do coronavírus.

O especialista realizou a pesquisa em 24 pacientes com Covid-19. Seis dias após terem começado a tomar o antimalárico, o vírus tinha desaparecido em 75% deles. “Nós já sabíamos que a cloroquina era eficiente in vitro contra o coronavírus. A avaliação clínica na China confirmou”, explicou Raoult. “Talvez o tratamento dessa infecção seja o mais simples e mais barato de todas as infecções virais”, afirma.

Com o aval das autoridades da França, novos testes serão realizados por uma outra equipe independente. “Por enquanto, não temos nenhuma prova cientifica de que o tratamento funcione”, antecipou a porta-voz do governo, Sibeth Ndiaye.

Confira a nota da Anvisa:

Esclarecimentos sobre hidroxicloroquina e cloroquina

Diante das notícias veiculadas sobre medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento da COVID-19, a Anvisa tem os seguintes esclarecimentos: 

Esses medicamentos são registrados pela Anvisa para o tratamento da artrite, lupus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária. 

Apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da COVID-19. Assim, não há recomendação da Anvisa, no momento, para o uso em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação. 

Ressaltamos que a automedicação pode representar um grave risco à sua saúde.

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