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Vereador aciona MPF contra Luana Piovani por críticas a evangélicos

Redação RedeTV!

Guilherme Kilter exige tratamento igualitário em caso de intolerância

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Guilherme Kilter, do partido Novo, protocolou uma notícia de fato no Ministério Público Federal contra a atriz Luana Piovani. O parlamentar acionou o órgão para apurar se declarações recentes da artista configuram crime de intolerância religiosa.

A denúncia teve como base a participação da celebridade em um podcast. Na ocasião, a artista disparou críticas severas ao grupo religioso.

“O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano. Virou o protótipo de um ser desprezível. Virou uma indústria política”

Para o político, as manifestações da estrela extrapolam a liberdade de expressão. O integrante do Legislativo sustenta que as falas atingem a honra de milhões de cidadãos brasileiros.

Segundo o documento enviado ao Ministério Público Federal, o posicionamento da famosa possui caráter depreciativo. O texto da denúncia afirma que as declarações buscam colocar os fiéis em posição de inferioridade.

“As falas carregam, sem sombra de dúvidas, um caráter ofensivo e depreciativo desse grupo religioso, buscando posicionar os adeptos da religião como inferiores e de caráter questionável“

O representante do partido Novo defende que o órgão deve aplicar o mesmo rigor usado em outros casos de generalizações ofensivas. O denunciante reforça que a fé da maioria da população nacional precisa ser protegida com seriedade.

“É preciso usar o mesmo peso e a mesma medida para declarações como essa. Se outras generalizações ofensivas são perseguidas pelo Ministério Público, uma ofensa como essa contra milhões de brasileiros em razão de sua fé deve ser apurada com igual seriedade”

O autor da ação acredita que o episódio serve para discutir os limites do discurso em espaços públicos. O parlamentar recorda que a Constituição Federal garante a liberdade de crença como um direito fundamental.

“A liberdade religiosa é um direito fundamental garantido pela Constituição. Se nenhum grupo pode ser tratado como inferior ou desprezível por conta de sua crença, isso deve se aplicar também quando o ofendido é a religião com maior número de adeptos no Brasil”

O pedido entregue à Justiça solicita a abertura imediata de investigação sobre o caso. Entre as medidas sugeridas estão a responsabilização judicial da atriz e uma retratação pública oficial.

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