Virginia Fonseca vira alvo de críticas de especialista após sugerir soroterapia: "Sem respaldo"
Publicada:08/07/2026 19:55:00
Redação RedeTV!
Bioquímico explicou que parecer do CFM proíbe prescrição com fins de antienvelhecimento
(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
O influenciador Thales Faccin, especialista em bioquímica e fisiologia, criticou a influenciadora Virginia Fonseca nas redes sociais após ela indicar um tratamento sem comprovação científica. A declaração foi feita por meio de um vídeo publicado nesta semana. A polêmica começou quando a famosa recomendou a sessão de soroterapia para os seus seguidores.
A empresária afirmou na internet que se sentiu renovada após realizar o procedimento de reposição de vitaminas. “Deixa eu dar uma indicação pra vocês também. Soroterapia, galera. Eu fiz ontem, assim, surreal. Bicho, eu tô outra mulher, simplesmente. Levantou defunto”, disse.
O bioquímico classificou a fala como um absurdo. Faccin alertou que a reposição endovenosa de minerais e vitaminas necessita obrigatoriamente de uma indicação médica.
“A gente até tem um parecer do CFM [Conselho Federal de Medicina] que proíbe esse tipo de prescrição com essas finalidades de anti-envelhecimento ou então promessas, como ela faz ali, sem qualquer respaldo científico”, informou.
O profissional ressaltou que esse tipo de reposição pode ser feito por via oral. Para o especialista, não há necessidade de um método invasivo para obter um suposto benefício inexistente.
“Você não precisa fazer um procedimento invasivo que contorna barreiras fisiológicas excelentes como, por exemplo, a sua pele, o seu trato gastrointestinal, para ter algum suposto benefício que nem sequer existe”, reforçou.
O produtor de conteúdo reiterou que a soroterapia carece de evidências científicas sólidas. Ele reforçou que as postagens de influenciadoras são baseadas apenas em vivências individuais e sem ensaios clínicos.
“O que muitas dessas influenciadoras trazem são alegações completamente anedóticas com base em vivências, em uma experiência totalmente individual e que não tem nenhum ensaio clínico mostrando qualquer benefício disso.”
O estudioso concluiu que os riscos do procedimento não são devidamente comunicados pelas clínicas e profissionais. De acordo com ele, a prática pode gerar complicações médicas sérias.
“Muitas dessas clínicas, profissionais que fazem tal patifaria não comunicam de forma adequada os riscos que isso pode apresentar (…), sendo que a gente pode ter coisas bem mais sérias”, completou.
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para acessar nosso canal de Entretenimento no WhatsApp
