Virginia é processada pelo Ministério Público e pode pagar R$ 120 milhões
Publicada:09/07/2026 13:22:00
Redação RedeTV!
Ação civil pública acusa a influenciadora digital de induzir seguidores ao erro

(Foto: Reprodução/Instagram)
O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora digital Virginia Fonseca na última quarta-feira (8), no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. O órgão pede indenização por danos morais coletivos devido a publicidades de jogos de azar.
A promotoria acusa a empresária e a casa de apostas Blaze pelo envolvimento na atividade. O valor mínimo solicitado pela reparação é de R$ 120 milhões.
Segundo o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, que assina a petição inicial, Virginia é o “braço operacional da captação” de uma casa de apostas, “executando a mensagem enganosa e induzindo à aposta”.
Segundo o portal 'Metrópoles', o órgão detalhou o impacto das publicações da criadora de conteúdo na decisão dos seguidores. A manifestação destaca a responsabilidade dos influenciadores digitais perante o público consumidor.
“Ao recomendar produtos e serviços, os influenciadores induzem o público a adotar comportamentos alinhados ao estilo de vida que promovem. Essa credibilidade transforma as recomendações em verdadeiros selos de aprovação, gerando uma expectativa legítima nos consumidores. O endosso da influenciadora ultrapassa a mera opinião, conferindo uma garantia implícita de qualidade, fundamentada na confiança construída com a audiência“, afirmou Binicheski.
A petição solicita uma tutela de urgência na Justiça do Distrito Federal contra a famosa. O pedido exige a retirada imediata de propagandas com promessas de lucros irreais ou publicidade disfarçada.
O representante do Ministério Público estipulou o montante financeiro com base no alcance das postagens feitas pela investigada. Os recursos devem ser destinados a programas sociais e de saúde mental.
“A condenação solidária das requeridas ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, em valor não inferior a R$ 120 milhões, quantia estimada à luz da dimensão econômica da atividade explorada, da repercussão social da conduta e do potencial lesivo da publicidade irregular, a ser revertida, preferencialmente, em favor de programas sociais, educativos e de saúde mental voltados a consumidores e apostadores, ou ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD)”, pediu o promotor à Justiça.
O documento cita campanhas publicitárias veiculadas durante a Copa e cita especificamente o jogo entre Argentina e Cabo Verde como exemplo de indução ao erro.
“A ação não se resume à reparação de danos já produzidos, mas visa sobretudo impedir a repetição de práticas publicitárias abusivas verificadas em contexto de elevada exposição social, como as campanhas veiculadas durante a Copa e, em especial, o induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde, episódio que exemplifica a aptidão da publicidade para conduzir o consumidor em erro e reforça a necessidade de atuação judicial voltada à contenção da reiteração da conduta”, disse o promotor.
O processo contra as envolvidas tramita na 7ª Vara Cível de Brasília. O Judiciário ainda não proferiu uma decisão sobre o caso.
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