Roberto Tibiriçá, maestro de missa do Papa, morre aos 72 anos em São Paulo
Publicada:03/10/2026 17:10:00
Redação RedeTV!
Regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná lutava contra câncer na capital
(Foto:Klinsman Santana/Divulgação)
O maestro e diretor musical Roberto Tibiriçá morreu na madrugada deste sábado (3), aos 72 anos, em São Paulo, vítima de um câncer, conforme publicado pelo jornal O Globo. O regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná deixa um legado de mais de quatro décadas na música erudita.
O paulista iniciou a trajetória musical aos 8 anos de idade como pianista. O artista estudou regência com Eleazar de Carvalho e atuou por 18 anos ao lado do mentor na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Ao longo de mais de 40 anos de carreira, o profissional comandou algumas das principais formações do país e trabalhou no exterior. O músico foi regente assistente do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, entre 1984 e 1985.
O regente exerceu a direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira entre 1995 e 1997. O profissional também esteve à frente das sinfônicas de Campinas, São Bernardo do Campo e Minas Gerais, além da Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró Música e da Sinfônica Heliópolis.
Na indústria fonográfica, o produtor dirigiu gravadoras brasileiras a partir de 1974. O executivo idealizou a gravação do único LP feito no Brasil pela pianista Guiomar Novaes dedicado exclusivamente a composições nacionais.
No fim dos anos 1980, o regente fundou a Orquestra Nova Filarmonia na capital paulista. O conjunto acompanhou o tenor italiano Luciano Pavarotti em apresentações no país.
O músico destacou-se pela condução de eventos de grande porte em praças públicas. O profissional regeu a Missa Campal celebrada pelo papa João Paulo II no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 1997, para um público estimado em 2 milhões de pessoas.
O maestro comandou a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira ao lado de Lenine e Oz Crias na Praça Mauá, em 2022. O evento gratuito celebrou os 50 anos do Projeto Aquarius.
Em 2024, o artista retornou ao projeto especial em concerto com Adriana Calcanhotto e Luedji Luna."Essa mistura é muito bem-vinda e importante para a formação de novos públicos",contou o maestro na ocasião.
O velório do artista ocorrerá na capital paulista, em local e horário que serão definidos pela família.
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