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Revolta? Ingrid Guimarães critica festivais e dispara: "Mais difícil fazer rir do que chorar"

Redação RedeTV!

Artista questiona falta de reconhecimento da comédia no Prêmio Grande Otelo

(Foto: Reprodução/Instagram/Miriam Pimentel)

A atriz Ingrid Guimarães defendeu a valorização da comédia no cinema nacional durante a pré-estreia da peça Cenas da Menopausa, no Rio de Janeiro em entrevista á revista Quem. A artista questionou o tratamento recebido pelo gênero em premiações oficiais e destacou a dificuldade técnica do trabalho humorístico.

"Historicamente é como se fazer comédia fosse uma coisa fácil e vocês não têm ideia de como é difícil fazer rir. É muito mais difícil fazer rir do que fazer chorar", diz ela à Quem.

A profissional cobra maior protagonismo para os comediantes no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro. Ela ressalta a importância da categoria para a manutenção da indústria cinematográfica no país.

"Fico batendo nessa tecla, principalmente nós que fazemos muita bilheteria, ajudamos a trazer o público brasileiro aos cinemas, acho que essa classe deveria ser muito mais valorizada", comenta.

A estrela de sucessos de bilheteria decidiu interromper sua participação em eventos de premiação. A decisão permanecerá até que o setor receba o reconhecimento que ela considera adequado.

"Eu falarei nisso até o fim, vou ficar velhinha batendo nessa tecla", brinca.

Guimarães aponta uma hierarquia implícita que privilegia produções dramáticas em festivais. Segundo a intérprete, atrizes do gênero são frequentemente subestimadas pela crítica especializada.

"Nós somos superpopulares, a gente dá todas as entrevistas, a gente enaltece o cinema brasileiro, a gente fala dos colegas… E aí você chega lá, a categoria drama é a principal, a categoria atriz, se você dá sorte de ser indicada, como eu, você já é tratada como café com leite", lamentou em entrevista recente.

A carioca se prepara para o lançamento do longa-metragem Minha Melhor Amiga, previsto para o dia 3 de setembro. O projeto foi desenvolvido em parceria com a colega Mônica Martelli.

A obra utiliza como base a amizade real de duas décadas entre as protagonistas. O roteiro também aborda a convivência das artistas com suas filhas adolescentes.

Além da carreira, a entrevistada abordou temas sobre o amadurecimento feminino. Ela elogiou a iniciativa de Cláudia Raia em levar o tema da menopausa para os palcos brasileiros.

"Quem diria que há tão pouco tempo a gente não conversava sobre nem em mesa de bar, nem em restaurante, nem com nossas mães e agora vem a Cláudia, sempre revolucionária, sempre à frente do tempo dela, fazendo uma peça sobre isso", afirma.

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