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mini lifting facial

MP denuncia influenciadora Mariana Laranja por deformar pacientes

Redação RedeTV!

Mariana Barros Laranja Roeder e o sócio foram denunciados pelo MP por lesões em "mini lifting"

(Foto: Reprodução/Instagram)

A dentista e influenciadora digital Mariana Barros Laranja Roeder e seu sócio e sobrinho, Nathan Laranja Roeder Holz, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) sob a acusação de provocar lesões corporais graves e deformidades em pacientes.

A acusação formal aponta que as complicações ocorreram após a realização de procedimentos estéticos conhecidos como "mini lifting facial", conduzidos no Instituto Laranja, localizado no município de Vila Velha, na Grande Vitória.

Na peça acusatória, a Promotoria de Justiça solicitou a aplicação de medidas cautelares urgentes, incluindo a suspensão imediata do exercício de qualquer atividade profissional de natureza estética ou cirúrgica para ambos os profissionais.

Além da interdição profissional, o MPES requereu a retenção dos passaportes dos acusados em um prazo de 48 horas e a proibição de que deixem o país.

De acordo com o promotor Maxwel Miranda Araujo, as restrições internacionais são fundamentais e urgentes, sustentando que os dentistas atuaram com ciência expressa do risco concreto de gerar complicações severas e deformações nas pacientes, optando por prosseguir com as intervenções.

Os pedidos cautelares ainda pendem de análise do Poder Judiciário.

A denúncia do Ministério Público desdobra-se após deliberações administrativas e investigações policiais prévias.

No mês de agosto, o Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES) determinou a cassação do registro profissional de Mariana Laranja, que soma mais de 400 mil seguidores em seu perfil no Instagram, onde costumava compartilhar a rotina profissional e os resultados de procedimentos estéticos.

No âmbito criminal, as apurações foram conduzidas pelo 6º Distrito Policial de Vila Velha, que concluiu o inquérito em 2 de abril deste ano.

A investigação foi instaurada a partir de representações criminais formais feitas por três pacientes submetidas aos procedimentos no mês de dezembro de 2025.

Segundo o relato das vítimas anexado aos autos, as intervenções estéticas causaram deformidades faciais, infecções e sequelas de caráter permanente.

A Polícia Civil indiciou Mariana e seu sobrinho pela prática de lesão corporal culposa, enquadrada no artigo 129, parágrafo 6º, do Código Penal, cometida por três vezes.

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