MP denuncia influenciadora Mariana Laranja por deformar pacientes
Publicada:02/09/2026 10:54:00
Redação RedeTV!
Mariana Barros Laranja Roeder e o sócio foram denunciados pelo MP por lesões em "mini lifting"

(Foto: Reprodução/Instagram)
A dentista e influenciadora digital Mariana Barros Laranja Roeder e seu sócio e sobrinho, Nathan Laranja Roeder Holz, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) sob a acusação de provocar lesões corporais graves e deformidades em pacientes.
A acusação formal aponta que as complicações ocorreram após a realização de procedimentos estéticos conhecidos como "mini lifting facial", conduzidos no Instituto Laranja, localizado no município de Vila Velha, na Grande Vitória.
Na peça acusatória, a Promotoria de Justiça solicitou a aplicação de medidas cautelares urgentes, incluindo a suspensão imediata do exercício de qualquer atividade profissional de natureza estética ou cirúrgica para ambos os profissionais.
Além da interdição profissional, o MPES requereu a retenção dos passaportes dos acusados em um prazo de 48 horas e a proibição de que deixem o país.
De acordo com o promotor Maxwel Miranda Araujo, as restrições internacionais são fundamentais e urgentes, sustentando que os dentistas atuaram com ciência expressa do risco concreto de gerar complicações severas e deformações nas pacientes, optando por prosseguir com as intervenções.
Os pedidos cautelares ainda pendem de análise do Poder Judiciário.
A denúncia do Ministério Público desdobra-se após deliberações administrativas e investigações policiais prévias.
No mês de agosto, o Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES) determinou a cassação do registro profissional de Mariana Laranja, que soma mais de 400 mil seguidores em seu perfil no Instagram, onde costumava compartilhar a rotina profissional e os resultados de procedimentos estéticos.
No âmbito criminal, as apurações foram conduzidas pelo 6º Distrito Policial de Vila Velha, que concluiu o inquérito em 2 de abril deste ano.
A investigação foi instaurada a partir de representações criminais formais feitas por três pacientes submetidas aos procedimentos no mês de dezembro de 2025.
Segundo o relato das vítimas anexado aos autos, as intervenções estéticas causaram deformidades faciais, infecções e sequelas de caráter permanente.
A Polícia Civil indiciou Mariana e seu sobrinho pela prática de lesão corporal culposa, enquadrada no artigo 129, parágrafo 6º, do Código Penal, cometida por três vezes.
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