Mãe de Gabriel Ganley publica vídeo com desabafo e revela promessa após morte do filho: "Eu nunca mais serei inteira"
Publicada:15/06/2026 09:32:00
Redação RedeTV!
Clarisse Ganley gravou leitura de texto feito 20 dias após a perda do atleta

(Foto: Reprodução/Redes sociais)
Na última sexta-feira (12), a mãe do fisiculturista Gabriel Ganley, Clarisse Ganley, publicou um vídeo emocionante nas redes sociais para ler uma carta escrita ao filho, 20 dias após a morte do jovem. A gravação detalha o processo de luto da matriarca pela perda precoce do atleta.
A genitora destacou a forte conexão existente com o influenciador digital e a facilidade que o rapaz possuía para interagir com o público. “Eu sou uma pessoa muito mais das palavras escritas do que da comunicação, mas o meu filho tinha o dom de se conectar e transmitir amor, transmitir verdade, transmitir aquele brilho do olhar de criança feliz que ele tinha”, afirmou.
A autora do texto relembrou a trajetória do jovem desde o nascimento e a parceria mantida na rotina diária das duas partes. Ela mensurou a dor sentida com a partida do familiar aos 22 anos. “Somos instantes, e a vida levou ele cedo demais. Nenhuma mãe está preparada para isso, mas só uma mãe é capaz de suportar essa dor. Eu nunca mais serei inteira”, disse.
A declarante encerrou o depoimento com um compromisso pessoal firmado em memória do produtor de conteúdo digital. “Mas por ele, eu fiz a promessa de continuar. Por ele, eu escolho seguir. Por ele, eu escolho ser forte e me levantar todo dia honrando tudo aquilo que ele me ensinou”, declarou.
Leia o relato completo
“O bebezinho que vocês aprenderam a amar foi o bebê que no dia 19 de agosto de 2003, numa manhã de terça-feira chuvosa, eu dei a luz. Ele chegou na minha vida de forma inesperada, superou uma gravidez conturbada e veio ao mundo com tanta pressa que quase não deu tempo de chegar na maternidade. Quando eu encontrei a minha última força e vi a vida surgindo através de mim.
Eu entendi o meu propósito na Terra e ressignifiquei o sentido da vida de uma menina assustada que temia não dar conta de uma missão tão extraordinária. Por ele, eu virei mulher cedo demais. Eu aprendi a cuidar quando ainda precisava ser cuidada, a ser adulto e responsável quando ao meu redor todo mundo era jovem, imaturo e destemido. Por ele, eu aprendi a amar além do imaginável, a desafiar o impossível, a zelar a prole como uma leoa e a proteger alguém de forma incondicional.
Ele me deu os melhores dias da minha vida, as noites mais acolhedoras, os maiores abraços, carinhos e agarros. Ele foi a minha companhia mais incrível nos passeios, viagens, trilhas e caminhadas infinitas, na rotina do dia a dia e nas conversas das madrugadas sem fim. Meu parceiro de vida, companheiro de alma, meu melhor amigo, meu menino, meu pequeno, meu moleque, meu sócio, meu patrão, meu rabugento, meu princeso, meu gigante, meu bebêzão, minha melhor pessoa no mundo.
Ele me fez forte, me ensinou a acreditar em mim mesma e no melhor da vida. Ele foi o motivo pelo qual eu me mantive de pé nos últimos 22 anos. A razão pela qual eu levantei, lutei e cheguei a trabalhar em três lugares ao mesmo tempo para fazer dele um ser humano melhor. Ele prometeu que me daria orgulho, uma vida maravilhosa e que sempre cuidaria de mim. E ele se tornou um homem incrível, uma pessoa extraordinária que espalhou amor, carinho, humildade, força, fé, carisma e determinação, cativando uma legião de pessoas que descobriram o que eu sempre soube, que aquele menino era imenso. Somos instantes, e a vida levou ele cedo demais.
Nenhuma mãe está preparada para isso, mas só uma mãe é capaz de suportar essa dor. Eu nunca mais serei inteira. Parte de mim se foi com ele, e o mundo nunca mais sorrirá para mim da mesma forma de quando ele esteve ao meu lado. Mas por ele, eu fiz a promessa de continuar. Por ele, eu escolho seguir. Por ele, eu escolho ser forte e me levantar todo dia honrando tudo aquilo que ele me ensinou.
O amor que ele espalhou em vida tem chegado até mim o tempo todo, em forma de carinho, mensagens, orações, homenagens e o acolhimento de um país inteiro. Esse tem sido o combustível que me dá ainda mais a certeza de continuar. Eu me sinto um pouco mãe de toda a tropa do bebezinho. E é também por vocês que eu seguirei o legado daquele menino que carregava o brilho no olhar, a força no coração e a certeza de que seria imenso. Levarei comigo a luz do meu menino para sempre e honrarei o legado do meu filho, do nosso bebezinho até o último dia da minha vida. A gente não tem mais ele, mas eu tenho vocês e vocês têm a mim. Vai ser muito difícil, mas a gente vai seguir por ele”.
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