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Que situação!

Ex-BBB Breno Corã detalha drama familiar: "Meu pai ficou sem falar comigo"

Redação RedeTV!

Participante relembrou a reação dos pais e o silêncio em casa aos 15 anos

(Foto: Márcio Farias)

O biólogo Breno Corã, ex-participante do reality show "BBB 26", detalhou sua vivência após o confinamento e o processo de aceitação da própria sexualidade em Minas Gerais. O mineiro repercutiu a trajetória no programa, onde protagonizou um relacionamento com o colega de elenco Marcelo.

O ex-BBB afirmou que mantém uma rotina de liberdade sexual e utiliza ferramentas digitais para conhecer novas pessoas. Segundo o profissional, o foco atual não reside na busca por relacionamentos afetivos tradicionais.

"Sou gay, mas beijo mulheres (risos), principalmente na balada. Tenho liberdade sexual. Uso aplicativos de relacionamento e gosto de viver experiências com pessoas diversas. Não tenho uma carência de ter um grande amor. Nunca caí no conto do príncipe encantado, sabe? Meu coração está aberto, não me impeço de me relacionar, mas não passa pela minha cabeça que preciso namorar"

Corã analisou o impacto da representatividade LGBTQIA+ na televisão aberta. Para o influenciador, o comportamento natural demonstrado durante a exibição do programa serviu de referência para outros jovens.

"As pessoas LGBTs dos “BBBs” antigos entraram com medo. Apesar de ainda ter muitos conservadores, o público amadureceu. Não pensei “vou beijar e causar”, mas sim “não me importo que me vejam beijando”. Tenho uma segurança muito grande da minha orientação sexual. Vi que o fato de eu aproveitar sem vergonha serviu de inspiração"

O biólogo relembrou o período em que revelou a orientação sexual aos familiares, aos 15 anos. Ele descreveu o processo de autoafirmação como um movimento necessário para o desenvolvimento pessoal, apesar dos estigmas sociais.

"Não foi fácil, ainda mais com os comentários que se ouve no dia a dia e com a visão que o mundo tem sobre ser gay, associando a estereótipos. Se assumir é quase invasivo, é como você querer marcar algo que não precisava. Mas é uma força que a gente faz para ver se a vida deslancha, para não ficar preso e se escondendo"

O ex-confinado relatou a reação dos pais, uma advogada e um motorista de ônibus, diante da notícia. A preocupação principal da família na época envolvia a integridade física e possíveis agressões contra o jovem.

"Quando contei, eles não entenderam de cara. Não foi uma surpresa, mas se preocuparam de ver o filho sofrer agressão. Meu pai ficou sem falar comigo por alguns dias. Ele precisou desse tempo para assimilar. A gente teve algumas conversas mais doloridas, mas foi amadurecendo. Com a minha mãe, rolou mais um questionamento do porquê, mas ela sempre me apoiou"

O influenciador concluiu que a juventude foi marcada pela necessidade de monitorar comportamentos em diferentes ambientes. Ele destacou que a repressão de sentimentos durante a adolescência gerou sofrimento isolado.

"Na adolescência, a gente faz um esforço imenso para esconder. Mesmo quando você assume, você ainda fica se controlando, se podando... Sempre calculando o risco de ser quem é ao entrar em cada ambiente. Eu me apaixonei por um menino nessa fase, mas não podia falar. A gente passa a esconder a paixão e a sofrer escondido."

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