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Grafiteira Criola é a entrevistada do Trace Trends


Natural de Minas Gerais, Tainá Lima, mais conhecida como Criola, usa latas e sprays de tinta para expressar sua arte nas telas e nos muros da cidade, ao mesmo tempo que visa empoderar mulheres. Ela relata que o interesse pelo grafite começou em 2012, quando também teve contato com o movimento Hip Hop. "Estava me descobrindo como uma mulher preta, descobrindo racismos que antes não percebia e aquilo foi acumulando em mim. Ia para as batalhas de MC 's aqui em BH e me encontrei nesse lugar. Era a arte que estava mais próxima de mim, da minha realidade de vida", afirma. 


Criola menciona que as inspirações para suas pinturas partem de suas próprias reflexões enquanto mulher negra e que tem pensado muito na sociedade, na natureza e na energia feminina. Ao comentar se o grafite é uma arte envolta aos estigmas, pondera: "Rola muito preconceito, principalmente de outros setores de arte mais tradicionais, pelo fato de vir de uma contracultura. No muralismo as pessoas que ganham visibilidade são brancas e homens. Existe esse estigma, sim, mas sinto que está mudando".

 

Recentemente um dos trabalhos da grafiteira está sendo alvo de polêmicas. A obra de 1.365 m², que retrata uma mulher negra com uma cobra atravessando o útero, foi realizada na lateral de um prédio no centro de Belo Horizonte após a aprovação dos condôminos, exceto de um que levou o caso para a Justiça e agora pede a remoção da pintura.

 


Publicada: 16/12/2020

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