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Coletivos abraçam o basquete e ocupam espaços públicos

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Praticar esportes, ampliar e melhorar o convívio social e ainda ocupar os espaços públicos. O basquete, além de modalidade esportiva divertida e estimulante, também se tornou catalizador de mudanças sociais graças aos coletivos formados por adeptos do esporte. 


Há 25 anos, os moradores do Ipiranga, em São Paulo, resolveram improvisar uma tabela de basquete para se divertir. "Pegamos alguns pedaços de ferro de placa de trânsito, madeirite e montamos a tabela. Comenta Deko Ribeiro, idealizador do Baska da Tancredo


Após o início improvisado, eles receberam um apoio da prefeitura, com a liberação de um quadra na Avenida Tancredo Neves. "Tem moleques que nunca pegaram numa bola de basquete. Daí começa a vir constantemente, mas traz mais gente", diz ele. 


Outro grande projeto é o Magic Minas, que se reúne na quadra da Praça Rotary, também em São Paulo. "A gente começou em meia quadra de um condomínio", explica Elis Marques, uma das organizadoras. No entanto, o local passou por uma reforma e elas passaram a treinar no atual ponto. 


Marina Vergueiro, que também integra o grupo, lembra que o início não foi fácil. "Enfrentamos resistência dos meninos que jogam futebol. Um dia a gente decidiu fazer uma ocupação, postamos nas redes sociais e a gente conseguiu chamar a atenção até da Magic Paula, nossa ídola", conta. 


Hoje, o grupo realiza eventos em outros pontos da cidade. E em seus jogos e treinos, recebem mulheres de todos os tipos. Como Eunice Ferraz Penedo: "Elas nos abraçam, não tem distinção de idade, cor, nada. E aqui eu sou realmente eu".  

Publicada: 10/12/2019

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