Ivete Sangalo revela diagnóstico após desmaio; entenda a síndrome vasovagal e seus gatilhos
Especialista explica as causas, sintomas e como agir diante da condição que afetou a artista baiana
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Após encerrar a intensa agenda do Carnaval, a cantora Ivete Sangalo desmaiou no banheiro, sofreu uma queda e precisou realizar uma cirurgia facial no último domingo (1º). Já recuperada, a artista, por meio das redes sociais, revelou que sofreu um episódio de síncope vasovagal: uma condição relativamente comum, mas que pode levar à perda momentânea de consciência. O portal da RedeTV! conversou com uma especialista para entender as possíveis causas e detalhes desta doença.
Segundo a diretora de habilitação profissional da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e cardiologista Luciana Sacilotto, a síndrome "trata-se de uma resposta do sistema nervoso involuntário, especialmente do componente vagal, responsável por regular tanto a pressão arterial quanto a frequência cardíaca.”
Na prática, o organismo sofre uma falha transitória de regulação. A pressão arterial, a frequência cardíaca ou ambas podem cair de forma súbita, reduzindo o fluxo de sangue para o cérebro e provocando o desmaio. “Neste caso, ocorre um tipo de falha transitória no sistema, onde pode haver uma queda súbita da pressão arterial, da frequência cardíaca ou de ambas ao mesmo tempo. Popularmente, isso costuma ser chamado de ‘queda de pressão’ e muitas vezes é confundido com hipoglicemia.”
A síndrome vasovagal não possui uma causa única. Diversos fatores podem desencadear o reflexo no organismo. “Entre os principais estão calor intenso, desidratação, infecções, privação de sono e permanecer muito tempo em pé, especialmente em ambientes fechados ou abafados.”
Antes do desmaio, o corpo costuma emitir sinais de alerta: “Os sintomas mais comuns são tontura, escurecimento da visão, náusea, sudorese, palidez, sensação de calor e fraqueza no corpo". Reconhecer esses sinais permite agir rapidamente, sentando, deitando ou elevando as pernas para facilitar o fluxo de sangue ao cérebro.
Em casos de crise, a recomendação é manter a pessoa calma, deitá-la em local seguro e elevar os membros inferiores. Se houver dúvida sobre a respiração ou consciência, o ideal é acionar o atendimento de emergência pelo 192 (SAMU) e "iniciar compressões torácicas até a chegada do socorro", finalizou a cardiologista Luciana Sacilotto.
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