Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira para menores de 15 anos
Redação RedeTV!Mobilização nacional segue até setembro para atualizar vacinas atrasadas

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
A Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira (3) em todo o país para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização do Ministério da Saúde segue até 1º de setembro e terá o Dia D nacional em 22 de agosto para ampliar a cobertura vacinal.
A estratégia da pasta prevê a avaliação da situação vacinal de cada cidadão com menos de 15 anos para a aplicação imediata de todas as vacinas indicadas. O foco da ação é recuperar os esquemas incompletos do Calendário Nacional de Vacinação.
Entre as doses oferecidas estão os imunizantes contra poliomielite, tríplice viral, difteria, tétano, coqueluche, hepatites A e B, rotavírus, meningites, febre amarela, HPV, dengue (em municípios selecionados), influenza e Covid-19. A aplicação depende da idade e do histórico registrado na caderneta.
A iniciativa faz parte de um esforço para recuperar as coberturas vacinais registradas nos últimos anos. Embora o Ministério da Saúde aponte melhora nos índices desde 2023, disparidades regionais mantêm diversas pessoas suscetíveis a doenças preveníveis.
Para alcançar o público-alvo, os gestores locais poderão adotar ações de vacinação em escolas, unidades móveis, horários estendidos e busca ativa.
Ademais, o órgão recomendou a ampliação da vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista. A medida foi motivada pela identificação de uma cadeia de transmissão ligada à importação do vírus nessas cidades.
Neste ano, o Brasil confirmou 17 casos de sarampo, dos quais 14 ocorrem no estado de São Paulo, sendo um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 11 na capital. Mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram distribuídas aos entes federativos em 2026, com cerca de 2,9 milhões já aplicadas.
A pasta reforça ainda a recomendação da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em locais com circulação viral. Manter a caderneta atualizada é apontado como a principal forma de prevenção.
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