Alopecia: entenda a condição que afeta Virginia Fonseca e outras famosas
Julia Ogeia com supervisão de Ana Martins/ Redação RedeTV!Especialista explica como age doença autoimune que leva a queda dos fios de cabelo

(Foto: Reprodução/Instagram)
Recentemente, a influenciadora Virginia Fonseca revelou ter sofrido com alopecia após um episódio traumático. Segundo a mulher de Zé Felipe, a perda de cabelos teria iniciado após as duras críticas que sofreu com o lançamento de sua base de maquiagem.
Contudo, a empresária não foi a única afetada pela condição. A vencedora do BBB21, Juliette Freire, a esposa de Will Smith, Jada Pinkett, e a cantora Maraísa, da dupla com Maiara, também não escaparam do diagnóstico.
Para entender a doença autoimune que afeta as famosas, o Portal da RedeTV! conversou com a dermatologista da Santa Casa de São Paulo e especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Gabriela Capareli.
Segundo a médica, a condição apresenta uma alteração no ciclo do crescimento e desenvolvimento dos fios. Entre os tipos mais comuns de alopecia está a androgenética, também conhecida como calvície. Embora possa acometer homens e mulheres, a incidência mais comum é em pessoas do sexo masculino, devido ao hormônio testosterona.
As causas variam, sendo a hereditariedade um dos fatores envolvidos no aparecimento da calvície. “Sabemos que existe um componente genético muito forte e é por isso que a gente observa familiares que tem estas condição,” destacou Gabriela.
Contudo, os motivos não se limitam a genética. Assim como relatou Virginia, a condição pode resultar de episódios de estresse intenso, uma vez que tem relação com o bem-estar físico e emocional.
“Outros fatores podem estar relacionados ao desenvolvimento das alopecias em geral. Como, por exemplo, o estresse é um grande fator de piora das alopecias; má alimentação; perda de peso abrupta; o uso indevido e indiscriminado do hormônio testosterona, principalmente nas mulheres.”, explicou a dermatologista.
Ainda que seja mais facilmente identificada em homens, com o aparecimento de ‘entradas’ e perda de cabelo no vertex no couro cabeludo, em mulheres é possível identificar a alopecia “com o alargamento da linha mediana do couro cabeludo”, além da região ficar mais exposta, segundo destaca a especialista.
Mas o diagnóstico não deve ser um motivo para desanimação. De acordo com a dermatologista, ainda que não exista uma cura, existem tratamentos que as pessoas podem recorrer para recuperar os fios de cabelo.
“Ainda não temos a cura, mas temos tratamento. O objetivo do tratamento é fazer com que os pelos voltem a se tornar pelos mais grossos, mais densos, e freiar a perda de novos fios. Nos casos mais avançados nós temos que lançar mão dos transplantes capilares. Hoje temos técnicas muito avançadas e refinadas para um resultado extremamente natural”, disse.
Dessa forma, é comum que muitas mulheres que sofrem com a condição recorram aos transplantes capilares ou, ainda, aos megahairs.
É o caso da cantora Gretchen, que foi diagnosticada com alopecia androgenética neste ano e admitiu usar os famosos ‘megas’ para disfarçar as falhas. Embora seja uma alternativa viável para muitos, a médica reforça que o uso desses dispositivos deve levar algumas questões em consideração.
“Não há nenhuma contraindicação absoluta para uso desses dispositivos, mas o que recomendamos é que as mulheres escolham megahairs que sejam menos traumáticos para a haste capilar. Então, sempre dar preferência para aqueles implantes capilares que não pesem, que não tracionem tanto o fio que já está tão frágil e delicado”, finaliza.
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