Republicanos nega apoio a Flávio Bolsonaro e indica neutralidade na eleição
Redação Rede TV!Coordenador da campanha do PL afirma que tratativas não envolvem a barganha por cargos
Foto: Agência da Câmara dos Deputados
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, negou neste domingo (12) que a legenda tenha fechado um acordo para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. A manifestação da sigla ocorre em resposta a informações de que o endosso estaria condicionado à indicação do dirigente partidário a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do g1.
O dirigente partidário e o parlamentar conversaram pela última vez há mais de um mês, em tratativas classificadas como inconclusivas. De acordo com a agremiação, uma pesquisa interna realizada no estado de São Paulo revelou frustração da base com a pré-candidatura do congressista do Partido Liberal e apontou preferência pela neutralidade no pleito.
A legenda, que conta com 43 deputados federais e seis senadores, descartou qualquer possibilidade de aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O posicionamento oficial sobre os rumos eleitorais será definido na convenção nacional do partido, marcada para ocorrer em Brasília ainda neste mês.
A coordenação da campanha do parlamentar do Partido Liberal também rechaçou os termos da suposta negociação. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a construção de alianças é baseada em princípios, sem envolver a troca de cargos ou indicações jurídicas.
Abaixo, a declaração oficializada pela Executiva Nacional do partido:
"O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao STF como condição para o apoio."
O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro também se manifestou por meio de nota pública:
"A pré-campanha de Flávio Bolsonaro desmente, de forma catégorica, a informação de que um eventual apoio do Republicanos esteja condicionado à indicação de seu presidente, Marcos Pereira, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa hipótese é absolutamente falsa e jamais foi objeto de qualquer conversa ou negociação"
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