Polícia Federal faz busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro por ordem do STF
Redação RedeTV!Agentes procuravam armas e munições, mas nenhum material foi localizado no imóvel

(Foto: Reprodução/Instagram)
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência na manhã desta quarta-feira (8). A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os agentes do órgão de segurança pública federal chegaram ao local por volta das 7h. A ordem judicial determinava a procura por armas, munições, acessórios e documentos de registro eventualmente em posse do político.
O advogado João Henrique de Freitas acompanhou a ação na residência. Segundo o profissional de Direito, os policiais federais deixaram a casa antes das 8h30 e nenhum material foi encontrado.
"Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma busca e apreensão da Polícia Federal, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação", escreveu nas redes sociais.
A operação ocorreu um dia após a representação jurídica do ex-mandatário comunicar ao STF a localização de duas armas. O político possui dez armamentos registrados em seu nome e todos já estão sob custódia de órgãos públicos ou têm paradeiro conhecido.
A defesa informou ao STF que uma espingarda, que não estava no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, permanece em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. O item foi um presente recebido pelo ex-presidente e nunca saiu da loja importadora de artigos bélicos.
Os defensores sugeriram que o ministro da Suprema Corte oficie a empresa para confirmar formalmente a guarda do objeto. Uma correção na petição de terça-feira detalhou que o armamento jamais foi enviado ao Exército.
Uma outra pistola Glock, questionada pela Corte, está sob a responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal. O item foi apreendido em uma blitz de trânsito em junho, quando estava em posse de um militar do Exército que realizava a segurança do político.
O Exército havia comunicado ao tribunal que mantinha sob custódia apenas seis das dez armas registradas do ex-presidente. Essas seis peças foram posteriormente entregues à Polícia Federal.
Outras duas armas, dos modelos Carabina/Fuzil Caracal e Pistola Caracal, já haviam sido entregues à corporação em 2023. O envio ocorreu em cumprimento a uma determinação do Tribunal de Contas da União.
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