02/10/2026 17:56:00

PF investiga financiamento do BRB a Flávio Bolsonaro para compra de mansão de R$ 6 milhões

Redação RedeTV!

Crédito contratado em 2021 previa prazo de 30 anos e foi quitado antecipadamente em cerca de três

Foto: Reprodução/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) abriu uma nova frente de investigação para apurar as condições de um financiamento de R$ 3,1 milhões concedido pelo Banco de Brasília (BRB) a Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência da República, para a compra de uma mansão de cerca de R$ 6 milhões na capital federal. As informações são do g1. 

A apuração busca esclarecer as circunstâncias em que o crédito foi aprovado e se houve mudanças nas regras internas do banco que possam ter resultado em condições diferenciadas para Flávio. A existência da investigação não significa que tenha sido comprovada irregularidade na operação.

As informações foram reveladas inicialmente pela colunista Bela Megale, de O Globo, e confirmadas por outros veículos.

O imóvel, localizado no Setor de Mansões Dom Bosco, foi comprado em 2021. Do valor total, R$ 3,1 milhões foram financiados pelo BRB em um contrato com prazo de 360 meses, equivalente a 30 anos.

A taxa prevista era de 3,71% ao ano, acrescida da correção pelo IPCA. O percentual estava abaixo da média de aproximadamente 4,85% praticada pelo próprio BRB naquele período em operações semelhantes.

A taxa contratada por Flávio já havia chamado atenção quando a aquisição do imóvel se tornou pública, em 2021. Na ocasião, o BRB afirmou que as condições do financiamento obedeciam às regras da instituição.

PF analisa auditoria do BRB

O financiamento passou a ser analisado no âmbito das investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e sua relação com o BRB.

Quando o crédito foi concedido, o banco de Brasília era comandado por Paulo Henrique Costa, que posteriormente passou a ser investigado nas apurações relacionadas às operações entre as duas instituições financeiras.

A PF analisa informações produzidas por uma auditoria independente contratada pelo próprio BRB após mudanças na direção da instituição. O trabalho buscou identificar eventuais problemas em operações realizadas pelo banco.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o relatório preliminar foi encaminhado à Polícia Federal e ao Banco Central.

Entre os pontos sob análise está a forma como o financiamento de Flávio passou pelos mecanismos internos de aprovação e se as regras utilizadas para conceder o crédito foram alteradas ou flexibilizadas.

Financiamento de 30 anos foi quitado em cerca de três

Embora o contrato previsse três décadas de pagamentos, Flávio quitou antecipadamente os R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB em cerca de três anos.

Quando a compra da mansão ganhou repercussão, em 2021, o senador afirmou possuir capacidade financeira para assumir o financiamento. À época, declarou renda mensal de cerca de R$ 56 mil, considerando o salário recebido no Senado e outras fontes de renda.

Posteriormente, ao explicar a origem dos recursos relacionados à aquisição e ao pagamento do imóvel, Flávio citou, entre outras fontes, rendimentos de sua atividade parlamentar e empresarial.

Em vídeo divulgado quando a compra foi revelada, o senador afirmou que a transação era legal e disse que parte dos recursos utilizados estava relacionada à venda do imóvel onde vivia anteriormente e à sua participação em uma loja de chocolates.

A investigação atual se concentra nas condições em que o financiamento foi concedido pelo BRB.

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