03/10/2026 15:43:00 - Atualizado em 03/10/2026 15:43:00

"Nações democráticas dialogam, não interferem", afirma Nunes Marques sobre observação eleitoral

Redação RedeTV!

Decisão da Corte Eleitoral barrou representantes ultranacionalistas no pleito geral 

(Foto:Reprodução/TSE)



A Justiça Eleitoral barrou a participação de 14 observadores internacionais de siglas ultranacionalistas de extrema-direita para o acompanhamento das eleições gerais no Brasil. A informação é do Metrópoles.

Entre os integrantes barrados pela Corte Eleitoral estão membros do Foro Madrid, grupo anticomunista associado ao partido espanhol Vox, e da Alternativa Democrática Nacional (ADN), legenda portuguesa. A decisão soma-se ao veto da entidade argentina Transparencia Electoral, indeferida na semana passada pelo tribunal.

Em contrapartida às restrições impostas a esses grupos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, confirmou que representantes de sete missões internacionais autorizadas já atuam de forma independente em diversos estados do país. O anúncio foi feito durante entrevista concedida ao portal SBT.

O magistrado destacou que as comitivas credenciadas pertencem a órgãos multilaterais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes. A lista inclui a Roaje-CPLP, a Uniore, a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE) e o The Carter Center.

O dirigente da Corte defendeu a presença dos grupos internacionais autorizados no monitoramento de todas as etapas da votação para garantir a confiabilidade do processo.

“É importante dizer que o Brasil e as demais nações democráticas do mundo, historicamente, trocam conhecimentos e contribuem mutuamente para o fortalecimento das democracias. Nações democráticas dialogam, não interferem”, declarou.

Além do acompanhamento internacional, o ministro detalhou uma nova medida de auditoria interna para coibir contestações contra as urnas eletrônicas. A Justiça Eleitoral convocará os dois últimos cidadãos a votar em cada seção para acompanhar o fechamento dos trabalhos.

“Nesta eleição, por exemplo, convidaremos os dois últimos eleitores que irão votar a acompanhar o encerramento da sessão eleitoral. Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que depois delas ninguém mais votou naquela sessão”, disse.

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