"Nações democráticas dialogam, não interferem", afirma Nunes Marques sobre observação eleitoral
Redação RedeTV!
Decisão da Corte Eleitoral barrou representantes ultranacionalistas no pleito geral

(Foto:Reprodução/TSE)
A Justiça Eleitoral barrou a participação de 14 observadores internacionais de siglas ultranacionalistas de extrema-direita para o acompanhamento das eleições gerais no Brasil. A informação é do Metrópoles.
Entre os integrantes barrados pela Corte Eleitoral estão membros do Foro Madrid, grupo anticomunista associado ao partido espanhol Vox, e da Alternativa Democrática Nacional (ADN), legenda portuguesa. A decisão soma-se ao veto da entidade argentina Transparencia Electoral, indeferida na semana passada pelo tribunal.
Em contrapartida às restrições impostas a esses grupos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, confirmou que representantes de sete missões internacionais autorizadas já atuam de forma independente em diversos estados do país. O anúncio foi feito durante entrevista concedida ao portal SBT.
O magistrado destacou que as comitivas credenciadas pertencem a órgãos multilaterais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes. A lista inclui a Roaje-CPLP, a Uniore, a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE) e o The Carter Center.
O dirigente da Corte defendeu a presença dos grupos internacionais autorizados no monitoramento de todas as etapas da votação para garantir a confiabilidade do processo.
“É importante dizer que o Brasil e as demais nações democráticas do mundo, historicamente, trocam conhecimentos e contribuem mutuamente para o fortalecimento das democracias. Nações democráticas dialogam, não interferem”, declarou.
Além do acompanhamento internacional, o ministro detalhou uma nova medida de auditoria interna para coibir contestações contra as urnas eletrônicas. A Justiça Eleitoral convocará os dois últimos cidadãos a votar em cada seção para acompanhar o fechamento dos trabalhos.
“Nesta eleição, por exemplo, convidaremos os dois últimos eleitores que irão votar a acompanhar o encerramento da sessão eleitoral. Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que depois delas ninguém mais votou naquela sessão”, disse.
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para entrar no nosso canal de notícias no WhatsApp