Maduro diz que vai mandar 1.200 protestantes para prisão de segurança máxima: "fascistas"
Redação RedeTV!Onda de protestos contrários ao reeleito já dura seis dias

(Foto: EFE/Prensa Miraflores)
Em meio a protestos na Venezuela, Nicolás Maduro afirmou na última segunda-feira (1º) em suas redes sociais que as autoridades locais prenderam 1.200 pessoas envolvidas nas manifestações contrárias ao seu governo.
"Todos os criminosos fascistas vão para Tocorón e Tocuyito, para prisões de segurança máxima, para que paguem pelos seus crimes perante o povo", escreveu Maduro em uma publicação no X.
De acordo com a Procuradoria-Geral venezuelana e ONGs de dados sobre saúde, os protestos violentos teriam matado 12 pessoas e resultado na prisão de 700, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (31).
As manifestações da oposição se iniciaram após o anúncio do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) no último domingo (28), que declarou Maduro vencedor das eleições presidenciais da Venezuela com 51,2% dos votos. O resultado foi declarado com 80% das urnas apuradas, a qual o órgão definiu como “irreversível”.
O grupo de oposição, no entanto, acusa que houve fraude no processo eleitoral e acredita que a margem foi de 70% dos votos. Os candidatos anti-Maduro utilizaram como base as atas eleitorais dos centros de votação. A contagem paralela foi divulgada em um site à parte.
“Nós vamos combater com a verdade. É impossível o que disseram. Temos informação e temos as atas”, afirmou María Corina Machado, líder da oposição.
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