Haddad vira alvo de queixa-crime de Nunes após declarações em debate
Redação RedeTV!Apuração envolve contratos da Prefeitura de São Paulo relativos à instalação de internet na capital
(Fonte: Reprodução/ Redes Sociais)
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), protocolou uma queixa-crime na Polícia Civil contra o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) por calúnia e difamação. O documento decorre de declarações feitas pelo petista durante um debate na TV Bandeirantes, realizado em 9 de agosto. A representação foi enviada e solicita que Haddad preste esclarecimentos, mas o inquérito policial ainda não foi oficialmente instaurado.
Na ocasião, o candidato ao governo estadual disse que a atual gestão teria afirmado que o endividamento municipal seria de R$ 50 bilhões. Ele também declarou que contratos da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), voltados para pontos de Wi-Fi, teriam financiado o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, a assessoria de Haddad informou considerar que a operação da Polícia Federal referente a Karina Gama e ao deputado Mário Frias possa esclarecer os fatos. O emedebista negou irregularidades no contrato, afirmou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) acompanha o caso e negou relações com Karina Ferreira da Gama, produtora do longa e ligada ao ICB.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu dados da investigação em São Paulo antes de autorizar ações policiais no caso. As apurações investigam o termo de colaboração entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e a ONG ICB para a instalação de sinal em comunidades periféricas da capital.
A polícia apontou que o chamamento público teve participação exclusiva do ICB, entidade sem experiência no setor de telecomunicações. Segundo as investigações, a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 pela manutenção mensal por ponto, enquanto o acordo com a entidade estipulou R$ 1.800 fixos por ponto.
Além disso, a organização instalou apenas 3.200 dos 5.000 pontos previstos e o município teria realizado a antecipação de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação. Conforme publicado pelo portal Metrópoles, a gestão de Nunes informou ter repassado R$ 114 milhões para a instalação e manutenção do serviço junto ao instituto.
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