Flávio Bolsonaro culpa Lula por tarifaço dos EUA e tensiona relações bilaterais
Redação RedeTV!Ministério das Relações Exteriores classificou a sobretaxa como marco lastimável

(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro culpou nesta última quarta-feira (15) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela imposição de um novo tarifaço de 25% pelos Estados Unidos sobre mercadorias nacionais.
O parlamentar manifestou-se por meio de suas redes sociais após o anúncio da sobretaxa pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. A medida restritiva está prevista para entrar em vigor no dia 22 de julho.
Ao comparar a gestão federal brasileira com o cenário político norte-americano, o congressista publicou críticas diretas à liderança do Palácio do Planalto.
"Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação"
O político manifestou descontentamento com o rumo do país na mesma publicação.
"Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança… Chega! O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder!"
As manifestações ocorreram em resposta a uma manifestação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O chefe da diplomacia de Washington classificou as políticas de Brasília como prejudiciais a ambos os países.
"No último ano, Lula colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso"
O secretário de Estado mantém proximidade histórica com o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, tendo recebido familiares do ex-mandatário no mês anterior. Integrantes do governo brasileiro avaliam que a imposição tributária possui forte motivação de caráter político.
Por outro lado, representantes do órgão de comércio norte-americano negaram qualquer viés ideológico na decisão tarifária. A representação dos Estados Unidos reiterou que a taxação decorre de uma investigação técnica iniciada há um ano.
Durante as agendas anteriores na América do Norte, Bolsonaro tratou da classificação de facções brasileiras como entidades terroristas. O Departamento de Estado norte-americano confirmou a designação desses grupos criminosos dias após o encontro.
"O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil"
O Ministério das Relações Exteriores emitiu posicionamento oficial em rejeição imediata às novas barreiras alfandegárias. A administração federal classificou o ato como prejudicial à cooperação bilateral e sinalizou que estuda aplicar o princípio de reciprocidade.
"Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil"
"Ao longo do último ano, o governo brasileiro atuou ininterruptamente junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301, apresentando evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas pelo Brasil"
O comunicado oficial também rechaçou os questionamentos externos à regulação das redes digitais, ao sistema de pagamentos Pix e às políticas de preservação ambiental.
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