Flávio Bolsonaro aparece filiado ao Missão e tem registro de candidatura travado no TSE
Redação RedeTV!Defesa do senador aciona tribunal e aponta suspeita de ação fraudulenta na plataforma

(Foto: Reprodução/Youtube)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar, nesta quinta-feira (13), sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O impedimento ocorreu após o sistema da Justiça Eleitoral apontar sua filiação ao partido Missão.
A alteração cadastral foi identificada no momento em que a equipe jurídica reunia a documentação do parlamentar. A divergência impede o envio da solicitação pelo Partido Liberal, cujo prazo limite encerra às 19h de sábado (15).
A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, acionou o TSE para buscar audiência com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. A intenção é esclarecer a origem da mudança no banco de dados.
"Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe", disse Bucchianeri.
A defensora pontuou que faltam elementos para definir a causa exata da inconsistência. Como paralelo, relembrou a eleição de 2022, quando o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva apareceu vinculado ao PL no sistema.
"Estas foram as hipóteses cogitadas pelo ministro Alexandre na época do Lula", declarou.
A representante jurídica ressaltou que a plataforma eleitoral recebeu melhorias de segurança desde a última disputa presencial. Diante do cenário atual, defendeu a abertura de investigação formal.
"Vai ter que abrir um inquérito para entender", afirmou a jurista.
Comprovantes do sistema indicam que a modificação nos dados ocorreu entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã de quinta-feira (13). Documentos extraídos no período mostravam a situação do parlamentar regularizada horas antes.
"É inequívoco que foi fraudulento. E aconteceu depois das 23h17 de ontem. Eu tenho uma certidão emitida no sistema do TSE de que o Flávio era candidato do PL ontem às 23h17", disse Bucchianeri.
O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, declarou a existência de uma falsificação no procedimento. Dirigentes partidários trabalham com a tese de ataque cibernético.
Em checagens preliminares, técnicos envolvidos na apuração analisam outras possibilidades para além de uma invasão de hackers. Enquanto isso, o TSE mantém as verificações nos registros internos.
O registro oficial permanece suspenso até a regularização da ficha partidária do pré-candidato. A sigla Missão já possui candidatura própria lançada para a disputa presidencial.
"Ele está sem filiação regular agora. O Missão tem candidato. Tem que reestabelecer a filiação original para poder fazer o registro", pontuou a advogada.
A oficialização do nome do congressista ao Planalto ocorreu no fim de julho, durante convenção em São Paulo. O lançamento da chapa deu-se sem a indicação de um vice-presidente.
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