25/03/2025 16:26:00

Defesa de Mauro Cid reforça colaboração com a PF e nega envolvimento em golpe

Ana Souza / Redação RedeTV

Defesa alega que Cid apenas colaborou com a PF nas investigações sobre Bolsonaro

(Foto:Reprodução/Agência Brasil)

Nesta terça-feira (25), os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) estão analisando uma denúncia da PGR contra Bolsonaro e seus aliados. O caso investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

O tenente-coronel do Exército Mauro Cid está entre os oito nomes denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob a suspeita de envolvimento em um plano para anular as eleições presidenciais de 2022.

A defesa do militar alega que ele apenas cumpriu seu papel ao colaborar com a Polícia Federal (PF) nas investigações que apontam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como líder da suposta articulação. O advogado de Cid, Cezar Bitencourt, defendeu que seu cliente apenas cumpriu sua função e destacou que ele era testemunha do caso, visto que tinha conhecimento dos eventos descritos na delação premiada. 

"Cid não teve protagonismo na trama. Ele cumpriu sua missão e colaborou com a Justiça, trazendo informações relevantes para o esclarecimento dos fatos", afirmou Bitencourt.

Diante disso, a defesa solicitou a absolvição do tenente-coronel, argumentando que sua colaboração com as investigações da PF e da PGR reforça sua posição de auxiliar da Justiça, e não de conspirador.

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, a denúncia inclui outras figuras de destaque, identificadas como parte do "núcleo central" da suposta organização:

Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil.

O julgamento no STF segue em andamento e poderá definir o próximo passo no processo contra os denunciados.

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