Comissão especial define cronograma para decidir fim da escala 6x1
Redação Rede TV!Audiências com ministros de Estado, representantes do BC e entidades sindicais foram aprovados nesta terça-feira (5)

Foto: Reprodução/Agência Brasil
A comissão especial que analisa a redução da jornada de trabalho 6x1 aprovou, na terça-feira (5), requerimentos para realizar audiências com ministros de Estado, representantes do Banco Central e entidades sindicais. O colegiado pretende realizar seminários estaduais e debates técnicos para fundamentar a análise da proposta de emenda à Constituição.
O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator do grupo, apresentou um plano de trabalho que prevê a votação do parecer no dia 26 de maio. A estratégia do congressista é levar o texto ao plenário da Câmara dos Deputados em 27 de maio.
"Que a gente possa fazer o melhor para o nosso país se despindo de lados partidários agora e de bandeiras, mas sempre olhando que nós temos dois lados que estão remando na mesma maré que é um Brasil melhor", afirmou o relator.
O parlamentar solicitou a presença dos ministros Luiz Marinho (Trabalho), Dario Durigan (Fazenda), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Márcia Lopes (Mulheres). Na quarta-feira (6), Marinho deve participar da primeira audiência oficial da comissão.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, também será convidado para explicar os impactos macroeconômicos da medida. Os parlamentares buscam esclarecimentos sobre possíveis reflexos na inflação e no endividamento das famílias brasileiras.
A oposição na Casa requereu a produção de notas técnicas e simulações de custo do trabalho. Prates indicou que utilizará a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como base principal para os debates.
O colegiado analisa simultaneamente o texto de Lopes e a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambas as medidas sugerem o fim da jornada 6x1 sem redução nos salários vigentes.
Os membros da comissão avaliam agora a criação de um período de transição para as novas regras. Existe ainda a defesa de incentivos fiscais ao setor produtivo para equilibrar o impacto financeiro da mudança.
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