07/09/2026 15:12:00 - Atualizado em 07/09/2026 15:13:00

Augusto Cury faz ato em Copacabana e promete apoio a 10 milhões de microempresas

Redação RedeTV!

Postulante do Avante caminhou 500 metros na Avenida Atlântica acompanhado por militantes

(Foto: Reprodução/TV Globo)

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) realizou um ato político na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (7). Durante a caminhada sob chuva, o psiquiatra e escritor apresentou propostas voltadas ao empreendedorismo em comunidades, defendeu a participação das mulheres na sociedade e enviou uma saudação direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

O postulante ao Palácio do Planalto caminhou por cerca de 500 metros entre os Postos 6 e 5 da Avenida Atlântica acompanhado por apoiadores. Ao discursar no trio elétrico, o médico comentou as condições climáticas do local. "Vocês sabem, está chovendo. Quem tem medo de chuva é quem nunca plantou uma horta", disse.

No evento, o aspirante à Presidência prometeu a criação de incentivos para dez milhões de microempreendimentos em favelas do país. A medida seria acompanhada por estruturas educacionais e financeiras descentralizadas. "Em cada escola pública, [vamos] ter uma agência do Banco do Empreendedor e uma Escola do Empreendedor", afirmou.

Ao detalhar as diretrizes de uma eventual gestão, o autor declarou que pretende governar "com justiça e inteligência" por meio da contratação de especialistas, sem polarização partidária. "Vamos chamar os melhores especialistas para governar essa nação, porque o Brasil não aguenta mais ser capturado apenas por 2 famílias. Mas eu os respeito porque há milhões e milhões de pessoas notáveis à direita e milhões e milhões de pessoas espetaculares da esquerda", destacou.

Em tom pessoal, o representante do Avante relembrou a infância ao citar uma visita recente à comunidade da Rocinha. "Eu me lembrei de papai e de mamãe e mais 6 filhos dormindo num quarto só. Nós não tínhamos roupa para vestir nem calçados para usar", disse. O palestrante também mencionou o casamento de 43 anos com Suleima. "Em casa eu não sou presidente. Quem é presidente é a minha esposa", disse.

Na sequência, o presidenciável abordou a violência de gênero, a desigualdade salarial e as taxas de crédito cobradas do público feminino. "Queridas mulheres, sem vocês, nossos céus não teriam estrelas. Eu sei que a cada 5 ou 6 horas, uma é morta pelos seus maridos ou parceiros", prosseguiu. Ele complementou a fala com dados econômicos. "Eu sei que vocês pagam 4% a mais de juros, embora vocês sejam melhores pagadoras que os homens. Eu sei que vocês recebem 21% a menos em média que os outros em determinados trabalhos pela mesma qualificação. Mas isso vai terminar porque as mulheres representam o ouro da humanidade", enumerou.

O ex-médico abordou ainda a destinação dos recursos financeiros do cargo executivo e garantiu não depender da remuneração pública. "Até mesmo o salário de presidente vai para financiar 2 microempresas de alunos de escola pública por mês." Ele completou dizendo que "não precisa do prestígio nem do dinheiro do poder".

O ato foi encerrado por volta das 12h45. No encerramento da agenda, Cury enviou "um abraço muito especial ao doutor André Mendonça", sem citar episódios recentes envolvendo o STF.

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