13/07/2026 11:00:00 - Atualizado em 13/07/2026 11:05:00

Trump diz que EUA assumirão controle do Estreito de Ormuz e acirra crise com Teerã

Redação RedeTV!

Comando militar de Teerã proíbe intervenção externa e emite alerta para países vizinhos

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que o país assumirá o controle e a administração do Estreito de Ormuz. A declaração do líder norte-americano ocorre em meio à retomada dos conflitos com as forças iranianas na região.

O chefe de Estado da potência ocidental condicionou a liberação da via marítima ao recebimento de compensações financeiras. A postura diverge de manifestações anteriores do mandatário em junho, quando descartou a cobrança de pedágio na área.

"Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados ​​por isso", disse ele em uma entrevista por telefone no programa "Fox & Friends" , condenando as autoridades iranianas: "Tínhamos um acordo e eles o quebraram. São um grupo de pessoas ruins".

A nova diretriz desconsidera o memorando de paz que havia sido assinado pelas duas nações envolvidas. O documento previa a reabertura gratuita do canal por 60 dias para negociações sobre a futura gestão marítima entre Irã, Omã e países do Golfo.

O comando militar do Irã rejeitou a ingerência estrangeira e ameaçou responder a trânsitos não autorizados pelas forças norte-americanas. O comunicado oficial das forças armadas locais também alertou os países vizinhos sobre as consequências do apoio logístico aos ocidentais.

"O Irã não permitirá que os EUA intervenham na administração do Estreito de Ormuz. Qualquer tentativa dos EUA de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana será fortemente contestada", afirma comunicado, que ainda traz um alerta aos países vizinhos: "Aos líderes dos países da região, qualquer cooperação com os EUA será considerada guerra contra o Irã".

Teerã declarou o fechamento total da rota marítima no sábado (11). O governo de Washington e as unidades militares norte-americanas posicionadas na região negam que o bloqueio do canal tenha se concretizado.

A decisão iraniana seguiu a ofensiva aérea dos Estados Unidos, que atingiram 140 alvos militares do país nas últimas 24 horas. O Comando Central norte-americano justificou a ação como retaliação a ataques anteriores contra embarcações.

"Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", declarou a Guarda Revolucionária, acrescentando: "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar".

Novos bombardeios norte-americanos foram realizados no domingo (12) com o objetivo de degradar o poder bélico inimigo. Em resposta, as forças de Teerã bombardearam Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã por abrigarem bases dos Estados Unidos.

A escalada sepulta as tentativas prévias de resolução diplomática construídas nos últimos meses. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, manifestou-se de forma oficial para confirmar o fim das tratativas.

“A era dos acordos unilaterais acabou”, escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores do país. “Nós dissemos: cumpra sua palavra ou pague o preço. A realidade está batendo à porta".

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