Trump declara que Irã foi 'dizimado' e convoca coalizão para o Estreito de Ormuz
Redação Rede TV!Republicano defende que países afetados pelo bloqueio, como Japão e Coreia do Sul, assumam a segurança marítima com apoio norte-americano

(Foto: Reprodução /Redes Sociais)
O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (14) que as forças dos Estados Unidos "dizimaram completamente" o Irã nos campos militar e econômico. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano convocou a comunidade internacional a assumir a responsabilidade pela segurança do Estreito de Ormuz.
A passagem marítima, vital para o comércio global de energia, está sob bloqueio iraniano desde a última terça-feira (27 de fevereiro). A interrupção foi uma retaliação de Teerã à ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o território persa no final do mês passado.
Trump destacou que as nações que dependem do petróleo transportado pela região devem "cuidar dessa passagem". O presidente sinalizou que os Estados Unidos oferecerão apoio logístico e militar intenso aos países que enviarem frotas para garantir o tráfego marítimo.
Entre os países citados pelo republicano para compor a coalizão naval estão China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. De acordo com Trump, espera-se que essas nações enviem navios de guerra para neutralizar o que chamou de "restrição artificial" imposta por uma nação já derrotada.
A escalada do conflito impactou severamente a segurança na principal rota de exportação de petróleo do mundo. Desde o início das operações militares em 28 de fevereiro, a agência marítima britânica UKMTO já contabilizou ao menos 13 ataques na região do entorno do estreito.
A proposta de Trump visa transferir parte do ônus da vigilância marítima para os principais consumidores de energia do Oriente Médio. O fluxo de embarcações na área registrou queda expressiva, contribuindo para a instabilidade nos preços globais de combustíveis.
O Irã ainda não respondeu formalmente às declarações sobre a mobilização de uma força-tarefa internacional. Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos mantém o posicionamento de que o arsenal iraniano e sua estrutura de comando foram severamente danificados nos últimos bombardeios.
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