Trump afirma que terá a "honra de tomar Cuba" e "fazer o que quiser"
Redação RedeTV!Cuba confirmou negociações e libertou presos políticos após mediação da Igreja Católica
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última segunda-feira (16) acreditar que terá a "honra" de tomar Cuba em um futuro próximo. Durante evento oficial, o republicano classificou a ilha como um "Estado falido" e defendeu ter o direito de realizar qualquer ação no território vizinho.
O chefe de Estado norte-americano evitou detalhar uma eventual operação militar, mas sugeriu diferentes formas de intervenção. "Acho que posso fazer o que quiser com ela", declarou o republicano ao ser questionado sobre se a estratégia envolveria uma ocupação ou a "libertação" do país.
"Eu acredito que terei a honra de tomar Cuba. Isso seria ótimo. Seria uma grande honra. (...) Tomar Cuba. De alguma forma, sim. Quer dizer, seja libertando-a, tomando-a, acho que posso fazer o que quiser com ela", afirmou o mandatário.
Apesar da retórica agressiva, o líder dos EUA confirmou que Washington mantém negociações diretas com Havana, mediadas pelo Vaticano. Segundo o político, o governo cubano tem interesse em um acordo que deve ser alcançado "muito em breve", embora tenha ressaltado que priorizará o conflito com o Irã.
O governo de Cuba confirmou a existência dos diálogos na última sexta-feira (13) e anunciou a libertação de presos políticos como gesto diplomático. Contudo, a nação caribenha enfrenta uma crise severa, com o colapso total de sua rede elétrica nesta terça-feira, deixando 10 milhões de pessoas sem luz.
A administração Trump intensificou a pressão econômica desde janeiro, ao impor um embargo energético contra a ilha. Washington justifica as medidas citando uma "ameaça excepcional" à segurança nacional, dada a proximidade de apenas 150 quilômetros da costa da Flórida.
Em discursos recentes, o sucessor de Joe Biden afirmou que uma intervenção em território cubano é apenas "questão de tempo". Para o presidente norte-americano, a fragilidade estrutural da ilha coloca o regime local à beira do colapso, o que facilitaria uma "tomada amigável" ou militar.
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