EUA trabalharão com Venezuela se país tomar decisões certas, diz Rubio
Redação RedeTV!Secretário de estados diz que Washington manterá pressão econômica para garantir proteção aos interesses dos EUA

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste domingo (4) que o governo norte-americano está disposto a colaborar com as autoridades venezuelanas, sob a condição de que estas adotem o que classificou como "decisões certas".
A manifestação ocorre um dia após a captura de Nicolás Maduro por tropas dos EUA, evento que resultou na transferência do ex-líder para um centro de detenção na cidade de Nova York, onde ele responde a acusações de narcoterrorismo.
Durante entrevista à emissora CBS, Rubio enfatizou que Washington dispõe de mecanismos de pressão para assegurar seus interesses estratégicos e a proteção do país. “Se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão muitas alavancas de influência para garantir a proteção dos nossos interesses, incluindo o embargo petrolífero”, alertou.
Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado no sábado (3) que os Estados Unidos assumiriam o “controle” da Venezuela até que fosse estabelecida uma transição pacífica, Rubio esclareceu que a estratégia atual concentra-se na influência exercida pelo embargo econômico. Segundo o chefe da diplomacia, não há, até o momento, um plano de ocupação em curso, embora o presidente mantenha a prerrogativa constitucional de agir contra ameaças iminentes e urgentes à segurança nacional norte-americana.
Em relação à futura liderança da Venezuela, após o Supremo Tribunal do país ter designado Delcy Rodriguez como presidente interina, Washington informou que avaliará as ações subsequentes antes de definir sua posição. Rubio teceu críticas severas à postura de Maduro, descrevendo-o como um interlocutor com quem “não se podia trabalhar” e que descumpria sistematicamente os acordos firmados.
Questionado sobre a viabilidade de futuras eleições no país sul-americano, o secretário de Estado classificou o cenário como “prematuro neste momento”. Ele reiterou que, embora o governo norte-americano valorize a democracia e os processos eleitorais, a prioridade absoluta da administração permanece voltada para a segurança, o bem-estar e a prosperidade dos Estados Unidos.
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