Em carta à Noruega, Donald Trump afirma não ter obrigação com a paz mundial
Redação RedeTV!O mandatário alega ter evitado oito guerras e critica independência do Comitê Nobel após não ser premiado

(Foto: Wikimedia Commons)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em carta oficial enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Störe, que não se sente mais obrigado a "pensar puramente na paz". O documento, obtido pela agência Reuters, vincula a postura à decisão do Comitê Nobel de não conceder o prêmio ao republicano.
Na correspondência, Trump justifica sua mudança de perspectiva pelo fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. Ele alega ter evitado "mais de 8 guerras" durante sua gestão e critica a escolha do comitê norueguês.
"Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de 8 guerras, não me sinto mais obrigado a pensar puramente na paz", escreveu o presidente. Ele ressaltou que agora prioriza o que é "bom e apropriado para os Estados Unidos da América".
O premiê Jonas Gahr Störe rebateu as críticas, reforçando que o governo da Noruega não possui influência sobre o Comitê Nobel. Segundo o líder norueguês, o órgão é independente e as decisões não são políticas.
Disputa pela Groenlândia
A carta de Trump surge como resposta a um protesto da Noruega e da Finlândia contra a imposição de tarifas comerciais. As taxas foram aplicadas após aliados europeus se recusarem a facilitar o controle americano sobre a Groenlândia.
O presidente questionou abertamente a soberania dinamarquesa sobre o território ártico. "A Dinamarca não pode proteger essa terra da Rússia ou da China, e por que eles teriam um 'direito de propriedade' afinal?", questionou o republicano no documento.
Para Trump, a segurança global depende da administração direta dos Estados Unidos sobre a ilha. "O mundo não estará seguro a menos que tenhamos controle total e completo da Groenlândia", afirmou o mandatário.
Trump também utilizou o documento para cobrar maior reciprocidade da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ele defendeu que suas ações pela organização superam as de qualquer antecessor desde a fundação do bloco.
O presidente argumentou que, após seus esforços, "a OTAN deveria fazer algo pelos Estados Unidos". O texto reitera o interesse estratégico na Groenlândia, citando a presença histórica de embarcações americanas na região rica em minerais.
Atualmente, a Groenlândia mantém o status de território autônomo sob o Reino da Dinamarca. A declaração de Trump ocorre poucos dias após um encontro com Maria Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz no ano passado, que tentou entregar sua medalha ao americano.
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