17/02/2026 15:54:00 - Atualizado em 17/02/2026 15:56:00

China utiliza frota de drones para 'fabricar' 31 milhões de toneladas de chuva

Redação Rede TV!

Operação "chuva de primavera" utilizou iodeto de prata para estimular plantações no norte do país.

(Foto: Reprodução/Freepik)

A Administração Meteorológica da China intensificou o uso de tecnologias para indução artificial de chuvas e neve em seu território. Em março de dois mil e vinte e cinco (2025), o projeto "chuva de primavera" mobilizou 30 aviões e drones para lançar iodeto de prata sobre as regiões norte e noroeste do país.

A operação visava combater secas severas no cinturão de grãos chinês. Segundo o governo, a iniciativa gerou 31 milhões de toneladas de precipitação adicional em 10 regiões. Dispositivos terrestres também dispararam foguetes com partículas minúsculas para estimular a umidade das nuvens.

O país afirma que suas operações de modificação climática produziram 168 bilhões de toneladas de chuva e neve desde dois mil e vinte e um (2021). O diretor do Centro de Modificação do Clima da China, Li Jiming, classificou o projeto como vital para o desenvolvimento científico e para a soberania meteorológica da nação.

Apesar dos números oficiais, a comunidade científica internacional demonstra ceticismo. Especialistas das universidades de Illinois e Wyoming, nos Estados Unidos da América, afirmam que os dados chineses carecem de validação independente. A dificuldade reside em provar se a chuva ocorreria naturalmente sem a intervenção humana.

Cientistas explicam que a semeadura de nuvens exige condições meteorológicas específicas, como a presença de água líquida super-resfriada. Um estudo de referência realizado no Estado de Idaho, nos Estados Unidos da América, em dois mil e dezessete (2017), confirmou a eficácia do método, mas indicou que o impacto real no volume de água é limitado.

Além das dúvidas técnicas, o programa gera alertas geopolíticos. Pesquisadores do Canadá e da Austrália apontam que o controle unilateral de recursos hídricos, especialmente no Planalto Tibetano, pode prejudicar países vizinhos como a Índia. Existe o temor de que a alteração dos padrões de chuva cause secas ou inundações em territórios rivais.

Atualmente, a China aplica técnicas de modificação climática em mais de 50% de seu território. O governo investe em inteligência artificial e novos modelos de drones para aumentar a precisão da semeadura. O país busca consolidar-se como líder global no setor para mitigar os prejuízos econômicos causados por crises hídricas frequentes.

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