21/02/2026 14:51:00 - Atualizado em 21/02/2026 14:54:00

Após derrota judicial, Trump eleva taxa global de importação em novo anúncio

Redação Rede TV!

Novo percentual de 15% substitui a proposta anterior de 10% feita pelo presidente menos de 24 horas antes

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na tarde deste sábado (21) a elevação das tarifas globais de importação para 15%. A medida ocorre menos de 24 horas após o mandatário ter proposto um índice de 10% e representa uma reação direta à derrota sofrida na Suprema Corte.

Na sexta-feira (20), o tribunal derrubou o "tarifaço" imposto pelo governo no ano passado. Por 6 votos a 3, os juízes entenderam que Trump extrapolou sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, para aplicar taxas de forma unilateral.

O presidente utilizou sua rede social, Truth Social, para comunicar o novo percentual. Ele afirmou que a decisão da Corte foi "uma vergonha" e que a elevação para 15% é amparada por outros instrumentos jurídicos que permitem a ação executiva sem o aval imediato do Congresso.

De acordo com Trump, a estratégia visa corrigir "décadas de práticas comerciais injustas" que teriam prejudicado a economia norte-americana. O republicano reforçou que a iniciativa faz parte da promessa de "tornar a América grande novamente — ainda maior do que antes".

A disputa judicial teve início em meados de 2025, movida por empresas afetadas e 12 estados americanos, em sua maioria geridos por democratas. O relator e presidente da Corte, John Roberts, destacou que o Executivo necessita de "autorização clara do Congresso" para taxar importações dessa magnitude.

Os juízes que votaram contra o governo seguiram o entendimento de instâncias inferiores sobre o uso indevido da IEEPA. Já os magistrados Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos, posicionando-se a favor da autoridade presidencial no caso.

A administração Trump deve detalhar nas próximas semanas quais produtos e países serão atingidos pelas "novas tarifas legais e permissíveis". O presidente assegurou que já possuía um "plano B" para manter sua política protecionista apesar do revés no Judiciário.

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