Após ataque à Venezuela, Trump fala sobre adquirir Groenlândia; entenda
Redação RedeTV!Dinamarca se posiciona após alegação dos Estados Unidos
(Foto: Wikimedia Commons)
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, formalizou o interesse estratégico na aquisição da Groenlândia, citando a necessidade de conter a presença de navios chineses e russos na região do Ártico e garantir a segurança internacional. A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (6) que avalia diversas opções de política externa, que variam desde negociações diplomáticas e acordos de livre associação até o uso das Forças Armadas para a anexação do território.
A postura norte-americana provocou uma crise diplomática imediata com a Europa. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que uma ofensiva militar dos EUA contra a ilha — ambos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — resultaria na dissolução da aliança militar e comprometeria a estrutura de segurança estabelecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Líderes de potências como Reino Unido, França, Alemanha e Itália endossaram um comunicado conjunto reafirmando que a soberania sobre o território pertence exclusivamente ao povo groenlandês e à Dinamarca.
As tensões se intensificaram após uma publicação em rede social de Katie Miller, ligada à Casa Branca, sugerindo uma anexação iminente da ilha. O governo da Groenlândia reagiu de forma enfática, rejeitando o que classificou como "fantasias de anexação" e reiterando sua autonomia política, garantida desde 2009. Para o governo Trump, o território é vital não apenas por sua posição geográfica, que permite a instalação de sistemas de defesa antimísseis, mas também por seu potencial econômico em minerais estratégicos, petróleo e gás natural.
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