07/08/2026 09:55:00 - Atualizado em 07/08/2026 09:56:00

Adolescente abre fogo em colégio, mata 7 pessoas e tira a própria vida

Redação RedeTV!

Vítimas fatais no prédio de ensino eram professores e funcionários; há 9 feridos graves

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O adolescente de 14 anos abriu fogo no colégio Debsirin Nonthaburi, no distrito de Bang Kruai, na Tailândia, nesta sexta-feira (7), matando cinco pessoas e deixando dezenas de feridos na instituição. Antes de invadir o prédio de ensino, o jovem atirou contra os próprios avós e os matou dentro da residência da família.

O estudante cometeu suicídio no local após a investida, o que elevou para oito o número de mortos na tragédia. Todas as vítimas fatais registradas na unidade escolar eram professores e funcionários.

A Polícia Real Tailandesa informou que o incidente deixou 30 feridos, sendo nove em estado grave. As autoridades locais localizaram os corpos dos idosos apenas durante as buscas realizadas na casa do atirador, após o encerramento da ocorrência do colégio.

O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que o responsável pelo atentado agiu de forma premeditada e enfrentava um quadro de estresse ligado aos estudos. A arma de fogo utilizada pertenceu ao avô do jovem, que efetuou ao menos 26 disparos e mantinha cerca de 30 munições intactas no momento do suicídio.

O chefe da polícia nacional, general Kittiratt Phanphet, ressaltou que a precisão dos tiros chamou a atenção dos investigadores, já que vários disparos atingiram áreas vitais das vítimas. O caso será alvo de apuração aprofundada pelas forças de segurança locais.

Frente ao cenário de crise, o vice-primeiro-ministro e ministro do Ensino Superior, Ciência, Pesquisa e Inovação, Yodchanan Wongsawat, confirmou o lançamento de um plano de ação voltado à saúde mental. “Em termos de medidas de cuidado, incluindo diferentes formas de apoio, isso abrangerá tanto professores quanto estudantes”, disse Wongsawat.

Testemunhas relataram momentos de pânico e fuga generalizada durante a evacuação do prédio, que contava com mais de três mil alunos matriculados. Um estudante de 18 anos descreveu a apreensão no momento das explosões.

"A princípio, não achei que fosse uma arma", disse ele. "Foram muitos tiros: bang bang bang. Depois ficou tudo em silêncio. Aí começou de novo."

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