Mariana Godoy Entrevista

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"O bullying é caso de saúde pública", aponta o escritor Fabrício Carpinejar

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Poeta e cronista, Fabrício Carpinejar teve uma infância difícil e sozinha, segundo ele. No entanto, o fator nunca foi empecilho para que ele "agisse como coitado". Ele também afirma "ser feio", mas admite que usa isso a seu favor. "Eu vejo grandes vantagens em ser feio. Não conheço feio mau-humorado. O feio é muito mais receptivo e consegue se reinventar. Ele não fica parado, não é preguiço, [já o] bonito é preguiçoso", argumenta. "Bonito fica com a inteligência atrofiada. Tenho pena de quem é bonito", pontua.


Quando tinha 7 anos, Fabrício foi diagnosticado com retardo mental. E no seu mais novo livro, 'Cuide dos seus pais antes que seja tarde', o autor ironiza o fato de que, mesmo com dificuldades, aprender a ler, escrever e mesmo com seus obstáculos, se tornou escritor personalidade midiática, seja na TV ou rádio.


"Eu me apoiei na escrita, a escrita me salvou", diz Fabrício sobre ser vítima de bullying. Para Mariana Godoy, ele também explica que a agressão digital o mataria em sua infância, visto que esse tipo de bullying dura "vinte e quatro horas por dia". "O bullying não é caso de educação, o bullying é casod e saúde pública", conclui.

Publicada: 13/09/2019

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