Mariana Godoy Entrevista

Sexta-feira, às 23h15
Mariana Godoy Entrevista

Geraldo Alckmin fala sobre morte do filho pela 1ª vez e descarta rodízio de água


Publicada:16/05/2015 00:01:00
Redação/RedeTV!

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi o segundo convidado do programa "Mariana Godoy Entrevista". Alckmin falou pela primeira vez sobre a perda recente do filho mais novo, Thomaz, em uma tragédia de helicóptero em abril deste ano, e descartou a existência de um rodízio de abastecimento de água na capital.

No início da entrevista, a apresentadora prestou seus sentimentos pela perda do governador. Mariana elogiou a escolha do texto de Santo Agostinho para a oração de Thomaz e Alckmin comentou a opção: "Santo Agostinho é o santo do amor (…) Acho que não existe uma dor maior do que a dor de perder um filho. É uma perda duríssima. A vida é antes de 2 abril (data do acidente) e depois de 2 de abril. As coisas mudam, coisas que a gente dava importância não damos mais (…) A gente tem que se fortalecer. Thomaz deixou duas filhas lindas. (…) Devemos fortalecer a fé. As relações humanas, as coisas do afeto, do amor, elas são importantíssimas". Questionado se em algum momento "a gente para de chorar", o governador disse: "Eu tenho a impressão de que ele ainda está entrando na sala. Ficam as filhas querídissimas e a confiança de que iremos nos reencontrar".

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A produção do programa trouxe algumas fotos 'inusitadas' do político. Uma delas mostra o governador em sua infância, durante uma viagem com a família, outra mostra o casamento com sua esposa, Lu, e imagens de momentos alegres com os filhos e os netos. Alckmin comentou sobre outra paixão sua: o café. "Sou cafezeiro. Adoro café".

Direto das ruas das capitais brasileiras, o povo fez suas perguntas para o governador. Questionado sobre a superlotação de trens na capital e região metropolitana, Alckmin respondeu: "Transportamos 7,8 milhões de passageiros/dia. O metrô é vítima de sua virtude. Como ele funciona, é rápido, tem horário, a população saiu do trem e foi para o metrô. E queremos que seja mais, e para isso estamos expandido". Alckmin reconheceu a situação ruim do país, e disse que o Governo Federal deveria apostar no comércio externo e em obras de infraestrutura e logística. "Uma obra do metrô tem nove mil pessoas trabalhando. Se você fizer metrô, ferrovia, estrada, você gera muito emprego". 

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Usando a hashtag #MarianaGodoyEntrevista no Twitter, uma telespectadora quis saber sobre a crise hídrica no estado e por que o governo não agiu antes se já sabia da seca. "No fim de 2013, todos os estudos indicavam que teríamos em 2014 uma chuva um pouco acima da média. Em 2013 ninguém previa essa seca. Ano passado choveu a metade do que havia chovido do ano de maior seca do século passado. E quero dar uma notícia para seus telespectadores: não teremos o rodízio. Imagine você fazer o rodízio em uma região metropolitana de 23 milhões de pessoas". 

Mariana usou o exemplo do uso do rodízio em Recife, que funcionou. Alckmin disse que isso não funcionaria em São Paulo pois não é possível interromper o abastecimento em hospitais, escolas e outros prédios importantes. O governador citou o bônus por economia de consumo como uma medida de sucesso que ajudou na contenção da crise. "Mas continue economizando", aconselhou. Alckmin ainda citou o programa "Nascentes", que vai tratar de córregos e nascentes no estado. "Vamos recompor todas essas matas auxiliares. 

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Sobre a greve dos professores da rede estadual, uma pergunta do Twitter quis saber se o governador é a favor de cortar o ponto dos grevistas. "A greve é de 4% dos professores. E por que os professores não aderiram? Pois ele sabem que quando chegar em julho completa um ano do último aumento, como foi em todos os anos recentes e será em 2015, em julho. Não tem sentido dar esse aumento em março". Perguntado por Mariana se essa greve tem motivo político, Alckmin foi categórico: "Sem dúvida". 

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Antes de conversar com o Padre Juarez, Mariana ainda mostrou uma verdadeira "joia do barroco" que está escondida no Rio de Janeiro. Com obras de Aleijadinho, a Igreja de São Francisco da Penitência da Ordem Terceira homenageia o santo com uma arquitetura impecável. A igreja fica aberta para visitação ao público de terça à sexta-feira, com taxa de entrada de R$ 2, que serve para a manutenção do local.


Conversando com o padre, Mariana quis saber sobre a Ordem Terceira. "Algumas Ordens tem os padres, os irmãos e os leigos. A Ordem Terceira é uma Ordem normalmente feita por leigos, não por padres". E o que difere uma igreja de Ordem Terceira de uma igreja 'tradicional'? "Todas as igrejas, mesmo as que são visitadas, têm missas. Acontecem com um rigor diferente, mas acontecem". Questionado sobre o papa Francisco, Juarez não poupou elogios: "Ele já está revolucionando (…) Ele tem uma capacidade grande publicitária, diplomática, de mostrar o que a igreja é". Juarez falou sobre o episódio onde o papa foi até a casa de uma senhora desconhecida apenas para jantar com ela e diz que tenta se inspirar no modelo do pontífice.

O repórter Mauro Tagliaferri mostrou a história de Gina Lobrista. A morena canta no Mercado Ver-o-Peso, em Belém do Pará, mas, em uma grande coincidência, Gina estava em São Paulo. "O nome é Gina, e o apelido é Lobrista. Por conta da atriz italiana Gina Lollobrigida". A artista começou a cantar na banda da irmã, mas já há alguns anos resolveu tentar a carreira solo. E foi em São Paulo que Gina teve a ideia de se tornar uma cantora de rua. "Há cinco anos eu vim fazer uma visita na Praça da Sé e encontrei uma grande multidão. Vi uma pessoa cantando, não sabia quem era, mas era o Agnaldo Timóteo, vendendo seus CDs apenas cantando, sem microfone. Pensei: 'quando eu voltar para Belém vou fazer isso também'". Hoje, Gina se sustenta com as venda dos discos e apresentações que faz pelas ruas. Para encerrar o programa, a cantora apareceu no palco e fez uma apresentação em grande estilo.


O PROGRAMA

Nos estúdios da emissora em São Paulo, Mariana Godoy recebe, a cada semana, um convidado em evidência com o momento político, cultural e social do país, e mostra ao público uma faceta pouco conhecida de seu entrevistado, sem filtros e sem retoques.

A apresentadora, além de comandar as entrevistas, também faz reportagens nas ruas. Apresentado ao vivo, o programa tem uma plateia de 20 pessoas, que poderá opinar e fazer perguntas. A atração também abre espaço para o telespectador interagir pelas redes sociais.

No palco, Mariana recebe seus entrevistados em um sofá que pertenceu a Hebe Camargo, em uma homenagem à apresentadora, já que a RedeTV! foi o último canal em que ela trabalhou. Os convidados que demorarem a aparecer no talk show terão bonecos produzidos aos seus moldes, entrevistados pela jornalista. 

O programa ainda traz quadros que mostram por onde andam figuras que estiveram sob os holofotes da política e economia e que agora desapareceram. Nomes que marcaram a história não serão esquecidos.

Ari Borges assina a direção-geral do "Mariana Godoy Entrevista".

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