04/03/2026 15:39:00 - Atualizado em 04/03/2026 15:40:00

PF prende Daniel Vorcaro em nova fase de operação contra fraudes no Banco Master

Redação RedeTV!

Investigação aponta venda de títulos falsos e bloqueia R$ 22 bilhões em ativos do grupo financeiro

(Foto: Divulgação Banco Master) 

A Polícia Federal prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (4), em São Paulo. A detenção ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras e venda de títulos de crédito falsos.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu a relatoria do caso no mês passado. Além de Vorcaro, seu cunhado, Fabiano Zettel, entregou-se à Superintendência da Polícia Federal após ser alvo de um mandado de prisão.

A investigação apura crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos. Segundo a Polícia Federal, as instituições envolvidas apresentavam ausência de controles internos para coibir a gestão fraudulenta e a manipulação de mercado.

A Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões para interromper a movimentação de ativos ilícitos. Entre os outros alvos da ação estão o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Daniel Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar em um jato particular para a Europa. Na ocasião, as autoridades consideraram que o empresário planejava fugir do país.

O dono do Banco Master era aguardado para depor nesta quarta-feira (4) na CPI do Crime Organizado, em Brasília. Contudo, o ministro André Mendonça havia decidido na terça-feira (3) que o comparecimento do banqueiro à comissão seria facultativo.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que o empresário "sempre esteve à disposição das autoridades" e "jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça". Os advogados negaram "categoricamente as alegações atribuídas" e reiteraram confiança no devido processo legal.

A defesa de Fabiano Zettel declarou que, embora não tenha acessado o objeto das investigações, o investigado "está à inteira disposição das autoridades". O nome da operação, Compliance Zero, faz referência direta à fragilidade dos mecanismos de fiscalização interna do grupo.

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