Pai e três filhos são presos suspeitos de matar cobradores no Paraná
Redação RedeTV!Homens cobravam dívida de R$ 255 mil e foram achados mortos em um bunker

Foto: Reprodução/Polícia Civil do Paraná
Em entrevista coletiva nesta terça-feira (18), a Polícia Civil (PC-PR) divulgou informações complementares sobre as prisões temporárias dos principais suspeitos de envolvimento na morte de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. As informações são do g1.
O delegado Leonardo Martinez confirmou que os quatro detidos no estado de São Paulo pertencem à mesma família: o pai Antônio Buscariollo e os filhos Paulo Ricardo Costa Buscariollo, Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Buscariollo.
As vítimas viajaram de São José do Rio Preto para cobrar uma dívida de R$ 255 mil relacionada à venda de uma propriedade rural. Os corpos foram encontrados enterrados em um bunker no Paraná mais de um mês após o desaparecimento.
A corporação apontou Carlos Henrique como o mandante do crime após ser notificado sobre a presença dos cobradores no local. "Ele [Carlos Henrique] foi imediatamente comunicado a respeito dessa presença desses cobradores ali naquele local. E ele ali, imbuído por esse sentimento de soberania, naquele local que ele poderia fazer o que bem entendesse, determinou execuções", o delegado contou.
As prisões ocorreram em Santa Bárbara do Oeste, Rio das Pedras e São Bernardo do Campo. O pai e um dos irmãos eram considerados foragidos e integravam a lista vermelha da Interpol.
O investigador justificou o enquadramento do suspeito que ordenou o ataque. "Autor é aquele que manda matar também", disse.
A defesa dos investigados declarou que aguarda a audiência de custódia e que apresentará provas da inocência de Carlos Henrique no momento oportuno. Veja a nota na íntegra:
"A qualidade de advogado de Paulo e Antônio Buscariolo vem esclarecer que eles foram presos e passarão agora pela chamada audiência de custódia. É importante explicar que a audiência de custódia não é um julgamento e não serve para declarar alguém culpado ou inocente. É o momento em que o Poder Judiciário analisa a legalidade da prisão e, principalmente, se existia efetiva necessidade de que essas pessoas permaneçam presas durante o andamento do processo.
Também foi preso Carlos Henrique Buscariolo, outro integrante da família. E em relação a este, existe uma circunstância extremamente relevante, que será demonstrada pela defesa. Carlos Henrique sequer se encontrava na cidade na época dos fatos criminosos que estão sendo imputados à família. A defesa possui elementos para demonstrar essa circunstância, e ela será apresentada e comprovada no momento processual adequado.
Nesse momento, o nosso trabalho é assegurar que todos tenham suas garantias constitucionais respeitadas, que as prisões sejam analisadas individualmente e que nenhuma conclusão antecipada seja construída simplesmente em razão da repercussão do caso.
A defesa confia na análise técnica do Poder Judiciário e prestará os demais esclarecimentos, conforme o processo avançar.
Agora não tem mais desculpa para nós termos acesso integral ao processo, uma vez que já foram presos e não tem mais motivo para a defesa saber por que foram e quais circunstâncias, quais provas, trouxeram a sua prisão. Sem mais."
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para entrar no nosso canal de notícias no WhatsApp