Membro do PCC era namorado de delegada presa e foi a evento de posse: "Parece deboche"
Gabriela Espin/ Redação RedeTV!
Suspeito de integrar facção criminosa compareceu à cerimônia na Academia de Polícia
(Fonte: Reprodução/ Facebook)
Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos, namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa nesta sexta-feira (16), esteve na Academia de Polícia para o evento de posse da parceira. Jardel é apontado como uma das lideranças do PCC na região Norte do país. Os dois moravam juntos no estado de São Paulo enquanto Pereira Neto cumpria liberdade condicional e Layla frequentava o curso de formação de carreira na Academia de Polícia.
Uma foto postada nas redes sociais mostrou que Jardel estava presente no dia da posse de Layla em dezembro do ano passado. O casal aparece abraçado, vestido com roupas formais, do lado de fora da Academia.
À presença de Jardel no evento foi referido como um “demonstrativo de audácia” por Carlos Gaya do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). "Ela é advogada, ciente de que ele está descumprindo o sistema de livramento condicional dele e ciente de que ele é um autodenominado membro da facção. Mesmo assim, leva ele na posse dela no Palácio dos Bandeirantes. Parece um deboche" o promotor afirmou para o UOL.
Não foram encontrados indícios de investimento na carreira de Layla por parte da facção. A teoria principal é que ela tenha sido associada a partir do contato com membros da liderança enquanto atuava como advogada, o que ganhou força com o relacionamento com Jardel.
De acordo com o promotor, o casal era suspeito de negociar a compra de uma padaria na Zona Leste de São Paulo que seria usada para lavagem de dinheiro. O dono do estabelecimento é da mesma cidade do criminoso. "A gente não sabe ainda se ele era um laranja, se eles fizeram um contrato de gaveta. Supostamente existe um contrato de aquisição e eles confirmaram isso informalmente. Dizem que eles estariam em tratativas para comprar essa padaria. Foram achados alguns contratos, mas a propriedade ainda não tinha sido transferida para eles", explicou Gaya.
A advogada está sendo investigada por lavagem de capital e é suspeita de integrar organização criminosa. Layla se encontra em prisão temporária, com tempo máximo de 30 dias, podendo se estender por mais 30.
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