Jovem de 22 anos morre em São Paulo após dez meses de luta contra sequelas de metanol
Redação Rede TV!Parentes usavam as redes sociais para mostrar sessões de fisioterapia e rotina do jovem

Foto: Arquivo pessoal
Depois de quase 10 meses com graves sequelas causadas pela ingestão de bebida adulterada com metanol, Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morador do bairro Recreio Primavera, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, morreu no domingo (14) e foi sepultado na segunda-feira (15). O jovem lutava contra as complicações da substância desde o ano passado. As informações são do g1.
Buscando expor os impactos da intoxicação por esse álcool industrial, os parentes criaram um perfil na internet no fim de 2025. As publicações exibiam a rotina de cuidados médicos e tratamentos fisioterapêuticos enfrentados pelo paciente nos últimos meses.
Prestando esclarecimentos sobre o quadro de saúde recente, a amiga Maiana do Nascimento revelou que o paciente enfrentou novas complicações pulmonares em sua última semana de vida.
“Ele não estava andando, não realizava nenhuma refeição via oral, apenas por sonda. Tomava mais de dez remédios por dia. Falava poucas coisas e com dificuldade para ser compreendido”, contou a jovem à reportagem do g1 após a cerimônia de despedida.
Arrecadando recursos financeiros por meio de uma campanha virtual solidária, o grupo familiar conseguiu adquirir equipamentos para auxiliar o acamado.
“Compramos itens pra uso pessoal dele e utilizamos para melhoria de locomoção dele dentro de casa”, disse a acompanhante ao detalhar o uso das doações.
Relembrando o início do caso em agosto do ano passado, a testemunha pontuou os primeiros sintomas apresentados pelo trabalhador após o consumo de gin.
“Ao ingerir ele passou mal dizendo que estava com visão turva e embaçada. Fomos ao hospital e daí em diante começou a nossa luta pela vida dele. Ele sofreu diversas paradas cardíacas”, contou a conhecida sobre o histórico clínico.
Mostrando solidariedade no velório, compareceram parentes de Rafael Anjos Martins e Wesley Neves Pereira, que também sofreram contaminação pela mesma substância química.
Acionada para comentar a situação, a Autarquia Municipal de Saúde emitiu um posicionamento oficial sobre o andamento dos procedimentos administrativos.
O órgão público informou que aguarda o recebimento da documentação oficial, incluindo a Declaração de Óbito e demais laudos pertinentes, para confirmação da causa do óbito e eventual avaliação do nexo causal com o quadro de intoxicação anteriormente investigado. Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025.
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