Entidades de saúde cobram punição a Magno Malta por suposta agressão
Redação RedeTV!Hospital DF Star confirma afastamento médico de funcionária que denunciou parlamentar
(Fonte: Reprodução/ Agência Brasil)
Os sindicatos dos Técnicos de Enfermagem (Sindate) e dos Enfermeiros (SindEnfermeiro) do Distrito Federal manifestaram apoio à profissional de saúde que denunciou ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES). O caso, registrado em um hospital particular de Brasília, envolve relatos de violência física e ofensas verbais ocorridos na última sexta-feira (1º).
As entidades de classe classificaram o episódio como "ultrajante" e cobraram celeridade nas investigações. O Sindate-DF informou que acompanha o desdobramento jurídico e se colocou à disposição da vítima para suporte assistencial.
Em nota, o sindicato destacou a necessidade de transparência na apuração conduzida pelas autoridades. "Caso as denúncias sejam confirmadas, o Sindate repudia veementemente qualquer tipo de agressão ou desrespeito contra trabalhadores da saúde", pontuou.
O Setorial de Mulheres do SindEnfermeiro-DF criticou as tentativas de desqualificar o relato da técnica de enfermagem. A organização defende que a denúncia seja tratada com credibilidade pelos órgãos de segurança pública e pelo Poder Judiciário.
A enfermeira Lígia Maria, presidente do setorial, publicou um artigo nesta terça-feira (5) com críticas ao comportamento do parlamentar capixaba. A dirigente relembrou o histórico político do congressista e questionou o apoio a figuras públicas que apresentam posturas agressivas. Lígia Maria ressaltou que a categoria não deve tolerar atos violentos no exercício da profissão. "De uma vez por todas, não cabe mais na Enfermagem brasileira lutar contra a violência e, na política cotidiana e eleitoral, apoiar os agressores", afirmou.
A assessoria do Hospital DF Star comunicou que a funcionária foi afastada de suas funções por recomendação de um médico particular. A unidade de saúde declarou que colabora com o fornecimento de informações solicitadas pelos investigadores.
O senador nega ter cometido as agressões descritas na ocorrência policial. O caso permanece sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que analisa os depoimentos e as circunstâncias do incidente.
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