Caso Henry Borel: Monique Medeiros acusa ex-companheiro Jairinho pela morte do filho
Redação/ RedeTV!Depoimento em tribunal indica que político ministrou substâncias em bebida de companheira
(Fonte: Divulgação/ TJRJ)
A ré Monique Medeiros responsabilizou o ex-companheiro Jairo Souza Santos Júnior pela morte do filho, Henry Borel, durante depoimento na terça-feira (2). A declaração inédita ocorreu no Tribunal do Júri, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A professora mudou o posicionamento mantido desde o início das investigações. Em ocasiões anteriores, a acusada afirmava que apenas Deus sabia quem era o culpado pelo crime.
"Hoje eu entendo que foi o Jairo. Eu não vi, mas depois dos depoimentos eu acredito que tenha sido ele"
A depoente relatou que o menino apresentou vômitos após passar o fim de semana com o pai biológico, Leniel Borel. O ex-marido ofereceu levar a criança para Bangu, mas a mãe recusou devido às aulas do dia seguinte. Após retornar de uma padaria, a servidora pública encontrou o então namorado no elevador do condomínio. O parlamentar alegou ter descido por ciúmes da proximidade entre a mulher e o ex-cônjuge.
A mãe preparou o quarto do filho e colocou uma cadeira ao lado do leito para evitar quedas. A criança acordou chorando três vezes durante a madrugada e foi acalmada pela responsável antes de ir para o quarto de hóspedes.
A ré afirmou aos jurados que o companheiro insistia para que ela dormisse cedo para monitorar suas conversas no celular. A acusada declarou ter sido dopada na data do ocorrido.
"Jairo sempre me dava comprimidos à noite. Eu o vi espremendo um comprimido na minha taça de vinho"
A professora acordou na madrugada quando o médico alegou ter ouvido um barulho vindo do quarto do menor. Ao inspecionar o cômodo, encontrou a vítima desacordada. "Ele estava com a barriga para cima e o pé gelado, olhando para o nada"
O político sugeriu que o enteado havia engolido um objeto e sofria de insuficiência respiratória, hipótese descartada pela genitora. O casal transportou o acidentado até o Hospital Barra D’Or.
Médicos do pronto-socorro realizaram procedimentos de emergência na chegada da família."Ficaram duas horas e meia fazendo a massagem cardíaca"
A depoente justificou ter sustentado a tese de acidente doméstico inicialmente por não notar marcas visíveis no corpo da vítima. A versão teria sido construída pelo parceiro durante o deslocamento. "Quando chegamos, Jairo disse aos medicos e aos familiares “ele caiu da cama, ouvi um barulho”. Eu acabei repetindo isso, mas não ouvi barulho"
A acusada reiterou que a ausência de lesões superficiais aparentes sustentou sua percepção inicial sobre o ocorrido. "Então, para mim, só podia ser uma queda de cama"
A ré concluiu o interrogatório afirmando que a análise dos depoimentos e laudos técnicos ao longo do julgamento motivou a mudança de sua convicção sobre o assassinato.
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