29/05/2026 12:30:00

Caso Henry Borel: legista contradiz versão dos réus sobre manobra de socorro

Redação Rede TV!

Especialista prestou depoimento no quinto dia de julgamento de Monique e Jairinho

Foto: Divulgação/TJRJ

O perito legista Luiz Carlos Prestes prestou depoimento no II Tribunal do Júri nesta quinta-feira (28) e descartou que a morte do menino Henry Borel tenha sido provocada por acidente doméstico ou massagem cardíaca. O esclarecimento ocorreu durante o quinto dia de julgamento do casal Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Junior, na cidade do Rio de Janeiro.

O especialista afirmou que lesões na cabeça, edema cerebral e hemorragias contribuíram para o óbito da criança. No entanto, a análise técnica apontou a hemorragia interna por dilaceração do fígado como o motivo principal da morte.

Prestes explicou que o procedimento de reanimação não causaria os danos identificados no abdômen da vítima. Segundo o profissional, a manobra de socorro bem executada atinge uma região anatômica completamente diferente da área lesionada.

O médico legista esclareceu que o sangramento volumoso comprova que as agressões ocorreram enquanto o garoto permanecia vivo. Ele ressaltou que uma queda de mobiliário não produziria a quantidade de traumas constatada no exame cadavérico.

O palestrante declarou que o estado clínico do paciente indicava a ausência de sinais vitais imediatos. O corpo apresentava flacidez muscular generalizada e total falta de estímulos antes do protocolo médico de emergência. “O acidente doméstico no máximo poderia produzir uma ou duas lesões próximas”, afirmou o perito.

“Essa criança sofreu. Além dessas lesões, a morte foi lenta”, acrescentou a testemunha.

A denúncia do Ministério Público aponta que o ex-vereador Jairinho agredia o menor de idade de forma recorrente. A promotoria acusa a professora Monique Medeiros de omissão diante da rotina de violência familiar.

Investigações policiais revelaram registros eletrônicos no aparelho celular da babá da residência. As mensagens de texto confirmaram que a genitora tinha conhecimento prévio sobre a conduta do companheiro.

A equipe médica do hospital declarou que o paciente chegou ao pronto-socorro sem apresentar atividade cardíaca ou respiratória. O laudo oficial de necropsia identificou um total de 23 lesões físicas espalhadas pelo corpo da vítima.

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