Caso Gisele Santana: Marcas no pescoço derrubam tese de suicídio de soldado
Redação/ RedeTV!Família contesta versão de suicídio e laudo necroscópico reforça tese de crime
(Fonte: Reprodução/ Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de envolvimento na morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O pedido de detenção do oficial da Polícia Militar ocorre após novas evidências confrontarem a versão inicial do caso. O requerimento agora passa por análise do Ministério Público de São Paulo.
Em depoimento oficial, o coronel afirmou que a mulher teria tirado a própria vida após ele comunicar o desejo de separação. O militar alegou que estava no banho no momento do disparo e encontrou a esposa ferida na sala. A soldado chegou a receber socorro médico, mas não resistiu à gravidade da lesão.
A investigação, entretanto, mudou o foco para morte suspeita após perícias e análises de câmeras de segurança. A família da vítima contesta a narrativa apresentada pelo marido desde o início do processo. Testemunhos colhidos pelos investigadores também ajudaram a reconstruir a dinâmica do evento no imóvel.
Um laudo necroscópico, realizado após a exumação do corpo na última sexta-feira (6), revelou lesões no pescoço e no rosto de Gisele Santana. Os exames indicam que a policial militar teria desmaiado pouco antes de ser atingida pelo tiro. O documento aponta sinais de escoriações compatíveis com marcas de unha e pressão digital.
Relembre o caso
A Polícia Civil de São Paulo está investigando a morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no bairro do Brás. O caso ocorreu na em fevereiro, no apartamento onde ela vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial relatou que estava em outro cômodo no momento do disparo e encontrou a esposa já ferida no quarto.
Embora registrado inicialmente como suicídio, o episódio passou a ser tratado como morte suspeita devido a possíveis inconsistências. Peritos do Instituto de Criminalística analisaram a trajetória do tiro e a posição do corpo no local. A arma foi apreendida e exames residuográficos foram solicitados para identificar vestígios de pólvora nas mãos do casal.
Investigadores apuram relatos de conflitos recentes no casamento da policial, que integrava a corporação há mais de dez anos. Depoimentos de familiares e registros telefônicos serão utilizados para reconstruir as horas que antecederam o óbito. Gisele Santana exercia funções administrativas e deixa uma filha de um relacionamento anterior.
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