Caso Gisele: novo laudo descarta suicídio de PM e aponta fraude em SP
Redação RedeTV!
Procedimento na Polícia Militar pode determinar a perda de posto e patente do acusado
(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
Um novo laudo do Instituto de Criminalística concluiu que a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, não cometeu suicídio no apartamento em que vivia no Brás, Zona Leste de São Paulo. O documento foi anexado ao processo na sexta-feira (2) e reforça que a morte da soldado contou com a participação de uma segunda pessoa.
A perita criminal Amanda Rodrigues Marinone assina o documento elaborado para responder questionamentos apresentados pela defesa. A especialista manteve integralmente as conclusões anteriores da perícia e descartou a hipótese de autoextermínio com base nos vestígios verificados na cena do crime.
O réu no processo é o marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial da reserva é acusado pelos crimes de feminicídio e fraude processual por ter forjado a cena de suicídio da esposa.
Testes práticos mostraram que a arma usada no crime ficava sobre um guarda-roupa de 2 metros de altura, local fora do alcance da soldado, que tinha 1,65 metro. Além disso, experimentos indicaram que o réu não conseguia ver o corpo da esposa a partir do box do banheiro, ao contrário do que ele alegou em depoimento.
O interrogatório do militar na Justiça comum está marcado para a próxima segunda-feira (5), às 13h, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. A audiência encerra a fase de instrução processual antes da decisão sobre o envio do caso a júri popular.
Após o depoimento do acusado, o Ministério Público de São Paulo, o assistente de acusação e a defesa apresentarão as alegações finais. Na sequência, a Justiça Paulista decidirá se envia o homem a julgamento pelo Tribunal do Júri ou se decreta a absolvição sumária.
O oficial segue preso preventivamente desde março e também responde a um Conselho de Justificação na Polícia Militar do Estado de São Paulo. O procedimento administrativo pode resultar na perda do posto e da patente do acusado.
A soldado foi atingida por um disparo na cabeça em 18 de fevereiro deste ano. O homem alegou que a mulher atirou contra si mesma enquanto ele tomava banho, mas a versão acabou desmontada pelas provas periciais reunidas no inquérito.
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para entrar no nosso canal de notícias no WhatsApp
