02/10/2026 17:13:00 - Atualizado em 02/10/2026 17:13:00

Bombeiro militar acusado de matar estudante tem soltura contestada pelo MPSP

Redação/ RedeTV!

Universitário foi atingido por cinco disparos de pistola em avenida do interior de São Paulo 

(Fonte: Reprodução ) 

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu da decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, acusado de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23. O crime ocorreu durante uma briga de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo, na quarta-feira (30/9).

Em audiência de custódia realizada na quinta-feira (1º/10), a Justiça avaliou não existirem elementos que justificassem a prisão preventiva do militar. Ele deverá responder por homicídio doloso e cumprir medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno e restrição de aproximação dos familiares da vítima.

Para o promotor Brenno Arruda Sobreira de Siqueira Figueiredo, as determinações impostas ao investigado são pouco gravosas diante da gravidade do caso. Agora, cabe ao Tribunal de Justiça de São Paulo decidir se mantém a soltura ou se acata o recurso ministerial.

O suspeito havia sido preso em flagrante após a discussão na Avenida Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, e chegou a ser encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes. Imagens de segurança flagraram o jovem correndo pela calçada, com a mão no peito, após ser atingido por disparos de pistola calibre .380.

Em interrogatório, Oliveira alegou ter agido após pensar que era vítima de assalto e avistar um objeto prateado nas mãos do rapaz. Ele relatou ainda que a vítima teria quebrado o vidro do próprio carro e tentado investir contra ele antes dos cinco tiros.

No entanto, o delegado Bruno Tambosi, do 1º Distrito Policial de Taubaté, afirmou que a apuração aponta que o próprio militar deu cotoveladas e quebrou o vidro do veículo. O agente apresenta lesão no cotovelo compatível com o ato, fato a ser confirmado pelo Instituto Médico Legal (IML).

A Polícia Civil apreendeu a pistola do bombeiro, além de um canivete e do celular encontrados no carro do universitário. A defesa do acusado, representada pelo advogado Claudio Rodrigues Moreira, declarou que o cliente agiu em legítima defesa.

"No momento processual oportuno, a defesa se manifestará de forma técnica acerca das provas constantes dos autos, apresentando os elementos necessários ao pleno esclarecimento dos fatos e ao exercício do contraditório", acrescentou o advogado.

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