Após morte de jovem, vice-presidente de Segurança do Discord admite falhas no Brasil
Redação RedeTV!Jud Hoffman confirma que bloqueio afeta canais de voz, grupos e o recurso Go Live

(Fonte: Agência Brasil)
O vice-presidente de Segurança e Confiança do Discord, Jud Hoffman, admitiu falhas nos processos de proteção da plataforma após a morte de uma adolescente de 13 anos no Brasil. Em entrevista ao jornal O GLOBO, o executivo afirmou que a empresa atua para cumprir a determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que ordenou a suspensão do recurso de transmissões em vídeo no país.
A sanção do órgão regulador ocorreu três semanas após o falecimento da jovem durante uma transmissão ao vivo em que foi induzida à automutilação e ao suicídio. O bloqueio abrange canais de voz com vídeo, mensagens diretas, grupos, palcos e a ferramenta Go Live.
O porta-voz declarou que o combate a grupos extremistas exige colaboração entre diferentes plataformas digitais, ao citar a migração de criminosos entre redes como Telegram e TikTok. "As informações que compartilhamos com a ANPD e o Ministério da Justiça são confidenciais para não atrapalhar a investigação", disse Hoffman.
A rede social manteve a criptografia de ponta a ponta nas chamadas de voz e vídeo. Segundo o especialista, dados de texto, metadados e convites de acesso continuam abertos ao monitoramento dos sistemas de segurança.
A divisão de proteção da empresa mobiliza cerca de 15% do quadro global de funcionários. A estrutura operacional combina modelos de aprendizagem de máquina e analistas focados no mercado brasileiro.
No caso da adolescente brasileira, o canal de comunicação havia sido aberto menos de duas horas antes do ocorrido. As características do servidor não acionaram os alertas automáticos para revisão humana.
"Não fomos rápidos o suficiente, mas estamos sempre trabalhando para melhorar esses modelos e os esforços de segurança", disse o executivo.
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