27/11/2025 11:07:00 - Atualizado em 27/11/2025 11:08:00

Suspeito de balear militares perto da Casa Branca estava com visto vencido

Ana Souza/RedaçãoRedeTv!

Autoridades afirmam que o suspeito chegou ao país com visto especial, mas permaneceu após a expiração do documento

(Foto: Wikimedia Commons)

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o responsável por balear dois militares nas proximidades da Casa Branca, na quarta-feira (26), é o afegão Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos. O homem foi detido após troca de tiros com integrantes da Guarda Nacional. Os soldados — parte do contingente enviado por Trump em agosto para patrulhar Washington — permanecem em estado grave.

Segundo autoridades, Lakanwal entrou nos EUA em 2021 com um visto especial concedido a afegãos que auxiliaram as Forças Armadas durante a guerra. O benefício, destinado a proteger colaboradores vulneráveis a retaliações do Talibã, expirou, e ele continuava no país em situação irregular, segundo fonte do governo ouvida pela Reuters.

O ataque ocorreu por volta das 14h30, em uma área movimentada a poucos quarteirões da Casa Branca. A prefeita de Washington, Muriel Bowser, afirmou que a ação foi “direcionada” aos militares. Investigadores tratam o caso como possível ato de terrorismo, porém trabalham com a hipótese de que o suspeito tenha agido sozinho. Ele também ficou ferido, mas não houve atualização oficial sobre seu estado de saúde.

Após o episódio, Trump determinou uma revisão completa dos afegãos admitidos como refugiados durante o governo Joe Biden. No momento do tiroteio, o presidente e o vice, J.D. Vance, estavam fora da capital para o feriado de Ação de Graças. A Casa Branca chegou a emitir alerta vermelho — nível máximo de risco — depois reduzido para laranja. O complexo presidencial entrou em lockdown, com bloqueio de acessos, interdição de ruas próximas e suspensão temporária de decolagens no Aeroporto Ronald Reagan.

Os dois militares feridos integram o grupo de mais de 2 mil soldados da Guarda Nacional mobilizados por Trump em agosto, após o governo federal assumir o controle da polícia local em uma operação de combate ao crime. A ação foi criticada pela prefeita Bowser, que a considerou “alarmante e sem precedentes”. As tropas atuam em patrulhamento urbano, segurança de eventos, barreiras viárias e apoio operacional. Na semana anterior ao ataque, uma juíza federal havia determinado o fim da mobilização, mas suspendeu a decisão por 21 dias enquanto o governo prepara recurso.

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